Política

Emenda da oposição propõe transição de 10 anos para o fim da escala 6x1

Proposta cria regime especial para atividades essenciais, contrapartidas fiscais para as empresas e jornadas de até 52 horas; texto tem 176 assinaturas

Avatar de SBT News
SBT News
20/05/2026, 12:49 • Atualizado em 20/05/2026, 12:53
compartilhar
Audiência pública na Comissão Especial da PEC 6x1 | Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Audiência pública na Comissão Especial da PEC 6x1 | Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Deputados da oposição tentam avançar com uma emenda com contrapartidas para a implementação do fim da escala 6x1, em discussão em Comissão Especial da Câmara. O principal ponto do texto é a adoção do período de transição de 10 anos para a nova escala de trabalho. A medida é rejeitada pelo governo Lula (PT).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Outros pontos da emenda são a manutenção do limite de 44 horas semanais até a aprovação de projetos de lei complementares que definam regras especiais para setores tidos como essenciais.

Só depois de lei complementar que o limite da carga horária passaria a 40 horas sob a transição até 2036.

O projeto, porém, abre brechas para jornadas mais longas perante acordo individual ou sindical. Pela emenda, a extensão teria um limite de 30%, o que permitiria jornadas de até 52 horas semanais.

O projeto assinado pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) é uma condição para o apoio da oposição à proposta de emenda à Constituição. Já tem 176 assinaturas, mais que as 171 necessárias para sua apresentação.

Além das atividades essenciais, a emenda traz outras contrapartidas às empresas como a redução pela metade da contribuição patronal para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a isenção temporária da contribuição à Previdência Social para novos contratados e a dedução das despesas com novos postos do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

“A emenda propõe uma arquitetura que privilegia implementação escalonada, segurança jurídica e mecanismos de adaptação, evitando distorções que possam incentivar informalização e litigiosidade”, diz o texto da emenda de Turra.

“A medida responde ao debate público sobre racionalização do tempo de trabalho, ao mesmo tempo em que evita soluções uniformes incompatíveis com a heterogeneidade da economia brasileira", completa.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC apensada à proposta em discussão na Câmara, disse em suas redes sociais que a emenda da oposição é um “ataque aos trabalhadores” e que ela “impede o fim da escala 6x1 até 2036”.

A parlamentar divulgou a lista com os nomes dos 176 deputados que assinaram o texto.

Motta diz que transição está indefinida

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse na terça-feira (19) que ainda não há consenso sobre o regime de transição para o fim da escala 6x1.

As negociações envolvem duas possibilidades: uma transição de 5 anos sem pagamento de horas extras ou um prazo entre 2 e 3 anos, modelo que o governo Lula passou a admitir nas negociações, após inicialmente se manifestar contra qualquer período de transição. Motta não citou a proposta da oposição, de 10 anos.

A indefinição afetou o cronograma inicial da Comissão Especial, que esperava a leitura do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) nesta quarta-feira (20).

O relator adiou a apresentação do parecer final para a próxima segunda-feira (25). A intenção é dar mais tempo para o colegiado ouvir os setores envolvidos e assim definir a regra de transição.

Até o momento, o que está definido é alteração para escala 5x2, com dois dias de folga semanais e sem redução salarial.

Mesmo com o adiamento do relatório, Motta manteve a previsão de votação para a próxima semana. Segundo ele, a expectativa é concluir os trabalhos da comissão até o dia 28 de maio. A ideia é que o texto seja votado no plenário da Câmara ainda neste mês.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Briga por terreno pode ter motivado a morte de casal no DF

Briga por terreno pode ter motivado a morte de casal no DF

Imagem da notícia: Camisa de Pelé na final de 1958 é vendida por R$ 25 mi

Camisa de Pelé na final de 1958 é vendida por R$ 25 mi

Imagem da notícia: Quem é a influenciadora presa por 'Boa Noite, Cinderela'

Quem é a influenciadora presa por 'Boa Noite, Cinderela'

Imagem da notícia: Justiça rejeita recurso de Dr. Jairinho no caso Henry Borel

Justiça rejeita recurso de Dr. Jairinho no caso Henry Borel

Imagem da notícia: Briga por terreno pode ter motivado a morte de casal no DF

Briga por terreno pode ter motivado a morte de casal no DF

Imagem da notícia: Camisa de Pelé na final de 1958 é vendida por R$ 25 mi

Camisa de Pelé na final de 1958 é vendida por R$ 25 mi

Imagem da notícia: Quem é a influenciadora presa por 'Boa Noite, Cinderela'

Quem é a influenciadora presa por 'Boa Noite, Cinderela'

Imagem da notícia: Justiça rejeita recurso de Dr. Jairinho no caso Henry Borel

Justiça rejeita recurso de Dr. Jairinho no caso Henry Borel

Últimas notícias

Moraes proíbe visitas políticas a Bolsonaro até após eleição

Ministro do STF também vetou manifestações eleitorais em nome do ex-presidente e suspendeu visitas a ele por 30 dias, que cumpre prisão domiciliar humanitária

'Prévia do PIB' do BC mostra crescimento de 0,1% em maio

O indicador IBC-Br, divulgado nesta sexta-feira (17), indicou estabilidade em relação a abril

Polícia procura casal de pastores por abuso contra meninas

Segundo a Polícia Civil, líderes religiosos usavam a posição na congregação para conquistar a confiança das vítimas; mais de dez jovens já prestaram depoimento

PGR defende manter domiciliar de Bolsonaro apesar de carta

Manifestação diz que ex-presidente violou incomunicabilidade após leitura de documento por Flávio, mas que ato não justifica retorno ao regime fechado

Lula afirma que quer travar ‘guerra da verdade’ com Trump

Presidente ainda comentou que quer provar ao mundo quem está falando a verdade na guerra tarifária

Defesa de Bolsonaro pede autorização para visita de Milei

Advogados afirmam que encontro está previsto para 25 de julho e foi previamente comunicado pelas autoridades argentinas