Em reação a Kassab, PL tenta convencer Nikolas a disputar o governo de Minas Gerais; Centrão e deputado resistem
Lideranças reclamam que o presidente do PSD bagunçou palanques e ameaçam debandar do apoio ao candidato da legenda em Minas


Marcela Mattos
Aliados do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a considerar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) um nome de peso para disputar o governo de Minas Gerais neste ano.
Ao SBT News, um dos principais interlocutores de Flávio afirmou que Nikolas seria o melhor candidato para o posto, dada a popularidade dele.
Recentemente, o deputado se notabilizou por organizar uma manifestação em torno da anistia de Jair Bolsonaro e com questionamentos ao Supremo Tribunal Federal. Ele vai se encontrar com o ex-presidente na Papudinha no próximo dia 21.
O próprio deputado, porém, resiste a disputar o governo. "Conversei nesta segunda (2) com o Nikolas. Ele está muito seguro de que o momento é de disputar uma cadeira na Câmara. E ele será decisivo na definição sobre a melhor opção de chapa para Minas, que estará comprometida com o Flávio Bolsonaro. As coisas têm de estar alinhadas neste momento", afirmou o presidente estadual do PL, deputado Domingos Sávio.
A movimentação em torno de um palanque forte em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, ganhou tração após o PSD filiar o governador Ronaldo Caiado e levar a cabo uma estratégia para lançar um candidato à Presidência com o objetivo de superar Flávio já no primeiro turno.
Em Minas, o PSD trabalha para eleger o vice-governador Matheus Simões. O vice já anunciou apoio ao projeto presidencial do governador Romeu Zema (Novo), o que fecha as portas para um palanque do próprio partido e também para Flávio Bolsonaro.
Lideranças de direita afirmam que o plano presidencial de Kassab bagunçou o planejamento mineiro, que caminhava para uma grande articulação formada com partidos de peso. Por isso, as especulações em torno de Nikolas são vistas mais como uma reação à investida de Kassab do que uma possibilidade concreta de sair do papel.
Ao SBT News, lideranças do Centrão admitiram que houve sondagens preliminares sobre a guinada de Nikolas. Dentro do grupo, porém, também há resistências a uma eventual candidatura do deputado.
O PP e o União, por exemplo, vinham trabalhando para fechar uma chapa com Simões na disputa ao governo e o secretário Marcelo Aro (PP) na corrida ao Senado. Parlamentares do grupo afirmam que não há nenhum compromisso em apoiar uma eventual candidatura de Nikolas.
Apesar do desejo de parte do partidoi, políticos do PL reconhecem que não interessaria abrir mão de Nikolas na disputa à Câmara, já que, pelo seu potencial eleitoral, ele tem a capacidade de eleger mais deputados do partido e, como consequência, engordar a bancada e o fundo partidário.









