Política

Edinho Silva fala em abrir diálogo com centro-direita

Presidente do PT defende negociação com legendas que apoiaram Flávio Bolsonaro para formar base de governo no Congresso, e diz que Lula buscará superávit fiscal

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva | Reprodução/PT

O presidente nacional do PT, Edinho Silva | Reprodução/PT

Um dia após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou que a composição do governo e a articulação no Congresso Nacional terão uma dinâmica diferente da disputa eleitoral.

Em entrevista ao Central de Notícias, do SBT News, nesta segunda-feira(26), o dirigente sinalizou abertura para negociar com partidos de centro e centro-direita que apoiaram a oposição no segundo turno, como União Brasil, Progressistas (PP) e Republicanos.

“Nenhum governo forma maioria no Congresso Nacional sem negociar com os partidos. Eleição é eleição, composição de governo é outra coisa. A eleição acabou ontem. A partir de hoje, com o presidente Lula dando o start, haverá interlocutores para iniciar o diálogo. Não tenho dúvida de que formaremos uma base de sustentação muito forte na Câmara e no Senado”, declarou.
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Questionado sobre o impacto da vitória no mercado financeiro e as especulações em torno do comando da equipe econômica, Edinho atribuiu as movimentações a fatores especulativos e afirmou que a responsabilidade fiscal será uma das prioridades do novo mandato.

“O mercado pode ficar tranquilo. O presidente Lula tem um pacto com a austeridade fiscal e vai perseguir o superávit fiscal a todo custo”, disse.

O dirigente também mencionou a posição defendida por Lula de que o governo não deve gastar mais do que arrecada.

Sobre a formação da equipe econômica, Edinho elogiou nomes mencionados nos bastidores, como o secretário Dario Durigan, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Ressaltou, porém, que não há decisões tomadas e que a escolha dos integrantes do governo cabe exclusivamente ao presidente eleito.

Edinho afirmou que não pretende assumir um ministério no novo governo. Eleito deputado federal, sua prioridade será permanecer na presidência nacional do PT.

“Serei presidente do Partido dos Trabalhadores. Presidir o PT é uma tarefa imensa. O partido bem conduzido, dialogando com a sociedade e construindo bandeiras que conversem com a população, dará sustentação histórica ao governo Lula. Minha prioridade será essa”, concluiu.

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