"É improvável que eu seja vice do Flávio", diz Aldo Rebelo após pressão de aliados
Ex-ministro vai lançar pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 31 de janeiro, em São Paulo


Eduardo Gayer
Pré-candidato a presidente, o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) classificou como "improvável" a hipótese de assumir a vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. Esse desenho tem sido ventilado por integrantes da ala mais à direita do PL, enquanto aliados pragmáticos defendem a composição com alguém de centro-direita.
"Tenho apreço [por Flávio], o considero um bom senador. Temos amigos comuns que falam dessa aliança. Mas eu sou candidato a presidente, o que torna naturalmente improvável que eu seja vice do Flávio", diz Rebelo à coluna. "Assumi esse compromisso com o Democracia Cristã. Vou lançar minha pré-candidatura em 31 de janeiro, no sindicato dos engenheiros, em São Paulo", acrescentou.
A interlocutores, Flávio sinaliza que gostaria de uma vice mulher, de olho na maior rejeição do sobrenome "Bolsonaro" no eleitorado feminino, mas não tem o assunto como dogma. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) é um nome citado.
O presidente do PP, Ciro Nogueira, afirmou em entrevista ao jornal O Globo que o melhor vice do senador seria o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), outro pré-candidato ao comando do país.









