Conselho de Ética aprova suspender Pollon por ofensa a Motta
Decisão ainda precisa ser analisada pelo plenário; suspensão é de 60 dias por episódio em que proferiu xingamentos contra presidente da Câmara


O deputado federal Marcos Pollon (PL-RS) | Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por 9 votos a 4, a suspensão por 60 dias do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-RS) em sessão nesta terça-feira (9).
A recomendação foi feita pelo relator do caso, Ricardo Maia (MDB-BA), que considerou procedente as acusações de violação do decoro parlamentar em ofensas proferidas por Pollon contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante evento em Campo Grande (MS), em agosto de 2025.
O deputado disse que estava, na ocasião, cobrando Motta para pautar o projeto para anistiar condenados pelo 8 de Janeiro e que não cometeu excessos que justifiquem a suspensão.
O requerimento era de afastamento por 90 dias, mas Maia encurtou o período. A aprovação no conselho não implica em suspensão imediata, já que a decisão final cabe ao plenário da Casa. Caso avance, o pagamento do salário e de demais verbas parlamentares é integralmente suspenso.
Os 4 votos contrários foram de correligionários de Pollon no Partido Liberal: Cabo Gilberto Silva (PB), titular do conselho, e Rodrigo da Zaeli (MT), Paulo Bilynskyj (SP) e Sargento Gonçalves (RN), que são suplentes.
No início de maio, o Conselho de Ética já havia suspendido o mandato de Pollon por 60 dias, mas pelo episódio que envolveu uma insurgência de deputados da oposição que ocupou a Mesa da Câmara também em agosto do ano passado. Além de Pollon, a penalidade também foi aplicada aos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). O processo ainda não foi pautado em plenário.
Marcos Pollon disse que vai recorrer de ambas as condenações no Conselho de Ética.















