Conselho de Ética da Câmara suspende mandatos de Marcos Pollon, Van Hattem e Zé Trovão por 2 meses
Colegiado aplicou punições por ocupação do plenário em agosto de 2025; parlamentares podem recorrer à CCJ
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Jessica Cardoso, Márcia Lorenzatto
Os deputados Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão | Bruno Spada e Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, nesta terça-feira (5), suspender por dois meses (60 dias) os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A punição se refere à ocupação da Mesa Diretora do plenário, em agosto de 2025.
Os parlamentares ainda podem recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no prazo de cinco dias úteis, contados a partir da publicação no Diário da Câmara.
A decisão foi tomada com a aprovação do parecer do deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE). Foram 13 votos favoráveis e 4 contrários no caso de Pollon e de Van Hattem e 15 a 4 no caso de Zé Trovão.
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No relatório, apresentado na semana passada, o relator argumentou que a medida é necessária para deixar claro que o Parlamento não tolera condutas que busquem interromper o processo legislativo.
Segundo as acusações, Pollon teria se sentado na cadeira da Presidência; Van Hattem, ocupado um assento na Mesa para bloquear o acesso; e Zé Trovão, impedido fisicamente a subida do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), à cadeira da Presidência.
Os parlamentares afirmaram que o processo tem motivação política e classificam a medida como perseguição. Também declararam que irão recorrer da decisão.
Entre os dias 5 e 6 de agosto de 2025, deputados da oposição paralisaram o funcionamento da Câmara em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os parlamentares envolvidos na obstrução, que também atingiu o Senado, pressionaram pela votação de um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, o que poderia beneficiar o ex-mandatário.
Eles também defenderam o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, relator de processos contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), e o fim do foro privilegiado.
Na ocasião, Motta advertiu que o bloqueio das atividades poderia resultar na suspensão de mandatos.
Além dos três processos analisados nesta terça-feira (5), a direção da Câmara já havia aplicado censura escrita a 14 parlamentares envolvidos no motim.
Conselho de Ética da Câmara suspende mandatos de Marcos Pollon, Van Hattem e Zé Trovão por 2 mesesColegiado aplicou punições por ocupação do plenário em agosto de 2025; parlamentares podem recorrer à CCJPolítica2026-05-06T02:34:28.554ZO Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, nesta terça-feira (5), suspender por dois meses (60 dias) os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A punição se refere à Os parlamentares ainda podem recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no prazo de cinco dias úteis, contados a partir da publicação no Diário da Câmara. A decisão foi tomada com a aprovação do parecer do deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE). Foram 13 votos favoráveis e 4 contrários no caso de Pollon e de Van Hattem e 15 a 4 no caso de Zé Trovão. No relatório, apresentado na semana passada, o relator argumentou que a medida é necessária para deixar claro que o Parlamento não tolera condutas que busquem interromper o processo legislativo. Segundo as acusações, Pollon teria se sentado na cadeira da Presidência; Van Hattem, ocupado um assento na Mesa para bloquear o acesso; e Zé Trovão, impedido fisicamente a subida do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), à cadeira da Presidência. Os parlamentares afirmaram que o processo tem motivação política e classificam a medida como perseguição. Também declararam que irão recorrer da decisão. Relembre a ocupação Entre os dias 5 e 6 de agosto de 2025, deputados da oposição paralisaram o funcionamento da Câmara em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os parlamentares envolvidos na obstrução, que também atingiu o Senado, pressionaram pela votação de um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, o que poderia beneficiar o ex-mandatário. Eles também defenderam o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, relator de processos contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), e o fim do foro privilegiado. Na ocasião, Motta advertiu que o bloqueio das atividades poderia resultar na suspensão de mandatos. e afronta à institucionalidade do Legislativo. Além dos três processos analisados nesta terça-feira (5), a direção da Câmara já havia aplicado censura escrita a 14 parlamentares envolvidos no motim.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/conselho-de-etica-da-camara-suspende-mandatos-de-marcos-pollon-van-hattem-e-ze-trovao-por-2-meses
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