Comissão do Senado ouve presidente do BRB sobre Master
Nelson Antônio de Souza foi convidado pela CAE para prestar esclarecimentos sobre negócios entre os dois bancos e medidas adotadas pela atual gestão

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza | Reprodução
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, será ouvido pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (9), às 10h. Ele foi convidado a prestar esclarecimentos sobre as operações realizadas entre o BRB e o Banco Master, seus desdobramentos e os impactos para a instituição financeira.
A audiência foi solicitada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). No requerimento, a parlamentar afirma que a comissão precisa avaliar aspectos relacionados à governança, à gestão de riscos, à transparência das informações e aos mecanismos de supervisão e controle envolvidos nas operações entre os bancos. Ela também defende a necessidade de obter informações atualizadas sobre as providências adotadas pela atual gestão do BRB.
“A presença do presidente do BRB nesta comissão permitirá não apenas esclarecer os fatos já conhecidos, mas também fornecer informações atualizadas sobre a situação do banco, as medidas corretivas implementadas e os mecanismos de prevenção adotados”, afirmou Damares no requerimento que motivou a audiência.
A expectativa dos senadores também é obter esclarecimentos sobre a situação financeira do BRB, especialmente em relação ao balanço consolidado de 2025. O prazo para a apresentação do documento ao Banco Central terminou em 31 de março, mas o demonstrativo ainda não foi entregue pela instituição.
Nelson assumiu a presidência do BRB em novembro do ano passado, em meio aos desdobramentos das operações entre o banco estatal e o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na época, a Justiça determinou o afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões, valor que, segundo a instituição, correspondia a 75% do patrimônio consolidado do banco. A negociação chamou a atenção do mercado financeiro, da imprensa e do meio político. No início de setembro, o Banco Central rejeitou a operação.
Em abril deste ano, o ex-presidente do BRB foi preso pela Polícia Federal durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.















