Política

Chuva em SP preocupa organizadores de ato contra Moraes

Avanço de frente fria e previsão de dia nublado são monitorados e podem tirar apoiadores da Avenida Paulista em ato visto como chave para alavancar Flávio

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Victor Schneider
Ato do 7 de Setembro de 2025, na Paulista | Flickr

Ato do 7 de Setembro de 2025, na Paulista | Flickr

A previsão de uma segunda-feira (7) nublada e com queda brusca de temperaturas em São Paulo é vista com cautela pelos organizadores do ato pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para começar às 15h, na Avenida Paulista.

Com o clima chuvoso e de temperaturas na casa dos 10 ºC como se desenha na previsão, há o temor de que a manifestação do 7 de Setembro perca a pujança esperada e termine enfraquecendo a imagem da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em um momento decisivo para capitalizar politicamente a crise no Supremo.

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Os últimos atos mobilizados por Flávio em prol da campanha e em defesa da soltura de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não conseguiram atrair públicos massivos como os que acompanhavam Bolsonaro ao longo de seu mandato.

No 7 de Setembro do ano passado, o ato em favor da anistia para o ex-presidente e os presos do 8 de Janeiro reuniu cerca de 42 mil pessoas, segundo cálculos do Monitor do Debate Político do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

Caso o clima dê uma trégua, a expectativa da organização é que o evento de amanhã fique atrás apenas do mobilizado em fevereiro de 2024. O monitor da Cebrap calculou 185 mil pessoas presentes, enquanto a Polícia Militar estimou que até 600 mil pessoas estiveram na Paulista.

“Se não chover, a gente pode ter uma surpresa. Eu acredito que vai ser a segunda maior manifestação, só não maior que aquela de 25 de fevereiro de 2024, aquela primeira que fizemos. [...] Se chover, aí muda um pouco”, disse uma influente liderança por trás dos atos ao SBT News.

Além de Flávio, o ato na Paulista vai contar com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal; do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB); do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo; além de outros nomes da direita que concorrem à Câmara e ao Senado, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

Pesquisa Datafolha divulgada na quinta (3) mostra que Flávio encostou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma disputa de segundo turno: o petista tem 46% das intenções, contra 44% do senador. Em julho, a diferença era de 48% a 43%.

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