Flávio: tamanho de ato no 7 de Setembro vai influenciar STF
Candidato do PL diz que parte dos ministros é suscetível à opinião pública e que presença massiva na Paulista pode ajudar a abrir investigação contra Moraes
Victor Schneider, Warley Júnior
Lançamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República, com vice Alfredo Gaspar, em comício do Partido Liberal (PL) na praia de Copacabana | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil - 16.08.2026
Em live neste domingo (6) pelo Instagram com apoiadores, o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) disse que uma presença massiva de público no ato convocado para segunda (7) na Avenida Paulista pode influenciar na abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citado pela Polícia Federal (PF) em conversas por mensagem com o então banqueiro Daniel Vorcaro dias antes de sua prisão.
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Isso porque, na avaliação de Flávio, parte da Corte é suscetível à opinião pública e pode ser decisiva para desempatar o julgamento que avaliará se investiga ou não o ministro, ainda sem data marcada.
“Sei que lá dentro do Supremo tem algumas pessoas que são sensíveis a essa pressão popular. Aquilo lá não pode ser um ambiente de proteção ao Alexandre de Moraes; tem que ser uma proteção da instituição, da democracia, da Constituição e do nosso país. Se tiver pouca gente nas ruas, eu sei que vai ter gente ali que vai acabar se sentindo encorajada a ceder ao sistema e votar no coleguinha para proteger o coleguinha, em vez de votar para proteger o Brasil", disse Flávio em conversa com o economista Marcos Lisboa.
O ato na Paulista está previsto para às 15h e deve reunir, além de Flávio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de candidatos da direita ao Senado e à Câmara.
O entendimento é que hoje a Corte tem ao menos três votos a favor de blindar Moraes – dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin – e dois contrários, de Luiz Fux e de André Mendonça. Como o próprio Moraes não participará do julgamento, a dúvida paira sobre os votos de Dias Toffoli, que tende a estar com o colega, e também de Kássio Nunes Marques, Cármen Lúcia e do presidente do STF, Edson Fachin.
Diante da maior crise da história da instituição, Fachin disse na sexta (4) que daria resposta “firme, proporcional e rigorosa” ao conflito. O presidente da Corte deu prazo de cinco dias para que as partes apresentassem manifestações tanto sobre o relatório apresentado contra Moraes quanto no pedido de investigação de Mendonça.
Moraes chegou a incluir o colega no chamado inquérito das fake news, que investiga ataques contra ministros da Corte e é relatado pelo próprio ministro, mas Fachin trouxe o caso para o gabinete da presidência.
A crise também envolve a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, já que seus chefes – respectivamente, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues – também foram citados nas conversas entre Moraes e Vorcaro. Gonet pediu a nulidade do relatório por entender que Mendonça extrapolou as funções de juiz e instaurou um procedimento para examinar como a PF produziu o relatório solicitado por Mendonça.
Flávio: tamanho de ato no 7 de Setembro vai influenciar STFCandidato do PL diz que parte dos ministros é suscetível à opinião pública e que presença massiva na Paulista pode ajudar a abrir investigação contra MoraesPolítica2026-09-06T14:51:08.773ZEm live neste domingo (6) pelo Instagram com apoiadores, o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) disse que uma presença massiva de público no ato convocado para segunda (7) na Avenida Paulista pode influenciar na abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citado pela Polícia Federal (PF) em conversas por mensagem com o então banqueiro Daniel Vorcaro dias antes de sua prisão. Isso porque, na avaliação de Flávio, parte da Corte é suscetível à opinião pública e pode ser decisiva para desempatar o julgamento que avaliará se investiga ou não o ministro, ainda sem data marcada. + “Sei que lá dentro do Supremo tem algumas pessoas que são sensíveis a essa pressão popular. Aquilo lá não pode ser um ambiente de proteção ao Alexandre de Moraes; tem que ser uma proteção da instituição, da democracia, da Constituição e do nosso país. Se tiver pouca gente nas ruas, eu sei que vai ter gente ali que vai acabar se sentindo encorajada a ceder ao sistema e votar no coleguinha para proteger o coleguinha, em vez de votar para proteger o Brasil", disse Flávio em conversa com o economista Marcos Lisboa. O ato na Paulista está previsto para às 15h e deve reunir, além de Flávio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de candidatos da direita ao Senado e à Câmara. O entendimento é que hoje a Corte tem ao menos três votos a favor de blindar Moraes – dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin – e dois contrários, de Luiz Fux e de André Mendonça. Como o próprio Moraes não participará do julgamento, a dúvida paira sobre os votos de Dias Toffoli, que tende a estar com o colega, e também de Kássio Nunes Marques, Cármen Lúcia e do presidente do STF, Edson Fachin. + Diante da maior crise da história da instituição, Fachin disse na sexta (4) que daria resposta “firme, proporcional e rigorosa” ao conflito. O presidente da Corte deu prazo de cinco dias para que as partes apresentassem manifestações tanto sobre o relatório apresentado contra Moraes quanto no pedido de investigação de Mendonça. Moraes chegou a incluir o colega no chamado inquérito das fake news, que investiga ataques contra ministros da Corte e é relatado pelo próprio ministro, mas Fachin trouxe o caso para o gabinete da presidência. A crise também envolve a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, já que seus chefes – respectivamente, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues – também foram citados nas conversas entre Moraes e Vorcaro. Gonet pediu a nulidade do relatório por entender que Mendonça extrapolou as funções de juiz e instaurou um procedimento para examinar como a PF produziu o relatório solicitado por Mendonça. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-tamanho-de-ato-no-7-de-setembro-vai-influenciar-stf
Em sabatina ao SBT News, candidata à Presidência pelo Democracia Cristã critica Supremo, cita Moraes e Toffoli, e defende reforma fiscal e administrativa