Clarianna Barão defende impeachment de ministros do STF
Em sabatina ao SBT News, candidata à Presidência pelo Democracia Cristã critica Supremo, cita Moraes e Toffoli, e defende reforma fiscal e administrativa
Antonio Souza
Clarianna Zacarkim Barão, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã, defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal durante entrevista ao SBT News neste sábado (5). Ela citou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e afirmou que a Corte precisa recuperar a credibilidade perante a população.
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“Sou favorável, sou muito favorável”, disse Clarianna ao ser questionada sobre o impeachment de ministros do STF. Segundo ela, os procedimentos deveriam começar por Moraes e Toffoli, após a apuração de suspeitas relacionadas ao Banco Master.
Clarianna afirmou que o Supremo é “a instituição mais desacreditada pelos brasileiros” e defendeu a aprovação do Estatuto da Magistratura, previsto na Constituição Federal.
Para a candidata, a independência do Judiciário deve ser preservada, mas não pode impedir a responsabilização de magistrados. “Ninguém está acima da lei”, declarou.
Ao abordar as suspeitas envolvendo Moraes e Toffoli, Clarianna também criticou o presidente do STF, Edson Fachin. Segundo ela, Fachin deveria determinar a apuração dos casos e encaminhar à Câmara dos Deputados o projeto relacionado ao Estatuto da Magistratura.
Chapa feminina tenta superar baixa estrutura
Clarianna afirmou que o Democracia Cristã não pretende se fundir com outra legenda após as eleições. O partido, segundo ela, decidiu manter uma chapa exclusivamente feminina e levar o projeto até o fim da disputa.
“O Democracia Cristã sai dessa rota de chapas masculinas e lança uma chapa pura feminina”, afirmou.
A candidata reconheceu que a legenda tem pouco espaço no Congresso e recursos eleitorais limitados, mas apostou no alcance das redes sociais para ampliar sua votação. Ela disse que a campanha já teria atingido 1% nas pesquisas mencionadas pelos entrevistadores.
Na avaliação de Clarianna, a distribuição desigual do fundo eleitoral prejudica partidos menores. “As campanhas não partem do mesmo ponto de partida”, disse.
Candidata promete centro-direita com pautas sociais
Clarianna se definiu como uma candidata de centro-direita, mas afirmou que não pretende rejeitar propostas associadas à esquerda. Ela citou as cotas para mulheres no Parlamento como exemplo de uma pauta que poderia ser incorporada por seu campo político.
“Se tem boas pautas do outro lado, que seja sim aproveitada por nós também”, declarou.
Entre as propostas mencionadas na entrevista estão a criação de redes nacionais de acolhimento para a população vulnerável, a expansão do crédito, o uso de tecnologia na saúde e medidas de inteligência na segurança pública.
Ao explicar sua trajetória, Clarianna destacou a formação em Direito, a especialização em Direito Administrativo e Gestão Pública e os 15 anos de atuação como advogada.
Promessa de negociação com o Congresso
Questionada sobre como governaria com uma bancada reduzida, Clarianna afirmou que pretende negociar com parlamentares de diferentes grupos e aproveitar propostas de correntes políticas distintas.
“Hoje, se o lado A tá no poder, segrega-se absolutamente o lado B e vice-versa”, afirmou. “Eu quero trazer um caminho novo para o país, quero ouvir, quero aproveitar boas ideias de ambos os lados.”
Revisão de gastos deve mirar fraudes
Para financiar as propostas do plano de governo, Clarianna defendeu uma reforma fiscal e administrativa. Ela afirmou que o orçamento federal deveria passar por uma revisão permanente das despesas obrigatórias.
Segundo a candidata, cerca de 92% do orçamento estaria comprometido com esse tipo de despesa, número apresentado por ela durante a entrevista e não detalhado na transcrição.
Clarianna também defendeu o combate à corrupção e às fraudes, especialmente no setor previdenciário. “Cortar ministério eu acho que se for necessário sim, mas é uma parcela muito pequena”, afirmou.
Para ela, a economia mais relevante viria da identificação de pagamentos irregulares e de mecanismos de fraude, e não apenas da redução da estrutura ministerial.
Candidata evita indicar apoio no segundo turno
Ao ser questionada sobre quem apoiaria em um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, Clarianna não declarou preferência.
“Eu acredito que nós vamos estar no segundo turno”, respondeu. Em seguida, afirmou que os demais candidatos é que deveriam ser questionados sobre um eventual apoio à sua candidatura.
Clarianna Barão defende impeachment de ministros do STFEm sabatina ao SBT News, candidata à Presidência pelo Democracia Cristã critica Supremo, cita Moraes e Toffoli, e defende reforma fiscal e administrativaEleições2026-09-06T00:15:13.906ZClarianna Zacarkim Barão, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã, defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal durante entrevista ao SBT News neste sábado (5). Ela citou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e afirmou que a Corte precisa recuperar a credibilidade perante a população. “Sou favorável, sou muito favorável”, disse Clarianna ao ser questionada sobre o impeachment de ministros do STF. Segundo ela, os procedimentos deveriam começar por Moraes e Toffoli, após a apuração de suspeitas relacionadas ao Banco Master. Clarianna afirmou que o Supremo é “a instituição mais desacreditada pelos brasileiros” e defendeu a aprovação do Estatuto da Magistratura, previsto na Constituição Federal. Para a candidata, a independência do Judiciário deve ser preservada, mas não pode impedir a responsabilização de magistrados. “Ninguém está acima da lei”, declarou. Ao abordar as suspeitas envolvendo Moraes e Toffoli, Clarianna também criticou o presidente do STF, Edson Fachin. Segundo ela, Fachin deveria determinar a apuração dos casos e encaminhar à Câmara dos Deputados o projeto relacionado ao Estatuto da Magistratura. Chapa feminina tenta superar baixa estrutura Clarianna afirmou que o Democracia Cristã não pretende se fundir com outra legenda após as eleições. O partido, segundo ela, decidiu manter uma chapa exclusivamente feminina e levar o projeto até o fim da disputa. “O Democracia Cristã sai dessa rota de chapas masculinas e lança uma chapa pura feminina”, afirmou. A candidata reconheceu que a legenda tem pouco espaço no Congresso e recursos eleitorais limitados, mas apostou no alcance das redes sociais para ampliar sua votação. Ela disse que a campanha já teria atingido 1% nas pesquisas mencionadas pelos entrevistadores. Na avaliação de Clarianna, a distribuição desigual do fundo eleitoral prejudica partidos menores. “As campanhas não partem do mesmo ponto de partida”, disse. Candidata promete centro-direita com pautas sociais Clarianna se definiu como uma candidata de centro-direita, mas afirmou que não pretende rejeitar propostas associadas à esquerda. Ela citou as cotas para mulheres no Parlamento como exemplo de uma pauta que poderia ser incorporada por seu campo político. “Se tem boas pautas do outro lado, que seja sim aproveitada por nós também”, declarou. Entre as propostas mencionadas na entrevista estão a criação de redes nacionais de acolhimento para a população vulnerável, a expansão do crédito, o uso de tecnologia na saúde e medidas de inteligência na segurança pública. Ao explicar sua trajetória, Clarianna destacou a formação em Direito, a especialização em Direito Administrativo e Gestão Pública e os 15 anos de atuação como advogada. Promessa de negociação com o Congresso Questionada sobre como governaria com uma bancada reduzida, Clarianna afirmou que pretende negociar com parlamentares de diferentes grupos e aproveitar propostas de correntes políticas distintas. “Hoje, se o lado A tá no poder, segrega-se absolutamente o lado B e vice-versa”, afirmou. “Eu quero trazer um caminho novo para o país, quero ouvir, quero aproveitar boas ideias de ambos os lados.” Revisão de gastos deve mirar fraudes Para financiar as propostas do plano de governo, Clarianna defendeu uma reforma fiscal e administrativa. Ela afirmou que o orçamento federal deveria passar por uma revisão permanente das despesas obrigatórias. Segundo a candidata, cerca de 92% do orçamento estaria comprometido com esse tipo de despesa, número apresentado por ela durante a entrevista e não detalhado na transcrição. Clarianna também defendeu o combate à corrupção e às fraudes, especialmente no setor previdenciário. “Cortar ministério eu acho que se for necessário sim, mas é uma parcela muito pequena”, afirmou. Para ela, a economia mais relevante viria da identificação de pagamentos irregulares e de mecanismos de fraude, e não apenas da redução da estrutura ministerial. Candidata evita indicar apoio no segundo turno Ao ser questionada sobre quem apoiaria em um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, Clarianna não declarou preferência. “Eu acredito que nós vamos estar no segundo turno”, respondeu. Em seguida, afirmou que os demais candidatos é que deveriam ser questionados sobre um eventual apoio à sua candidatura. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/candidata-do-dc-defende-impeachment-de-ministros-do-stf
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