Buzzi recebeu salário acima do teto em vários meses e vai manter R$ 44 mil mesmo afastado
Remuneração líquida de magistrado chegou a 260 mil em setembro de 2025


Raquel Landim
O ministro Marco Buzzi vai manter um vencimento de R$ 44 mil mensais mesmo afastado e investigado por suspeitas de importunação sexual. A manutenção do salário, sem gratificações e auxílios, é baseada em decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O afastamento é cautelar e temporário e foi decidido hoje pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) até a apuração das condutas. Nesse período ele ficará impedido de usar carro oficial e utilizar o local de trabalho.
Em dezembro de 2025, o ministro recebeu R$ 143,6 mil dos cofres públicos, valor superior ao teto do funcionalismo. Desde setembro, consta no seu contracheque um direito eventual, que geralmente trata-se de alguma indenização ou acordo.
Os valores líquidos recebidos pelo magistrado foram de R$ 260 mil em setembro, R$ 100 mil em outubro, R$ 112,8 mil em novembro e R$ 143,6 mil em dezembro, conforme dados oficiais do Conselho Nacional de Justiça.
Buzzi é acusado de importunação sexual por duas mulheres: uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do magistrado, e uma segunda vítima não-identificada.
No dia 10 de março, o STJ voltará a deliberar sobre o futuro do ministro após a conclusão das investigações. Em casos anteriores, ministros acusados de corrupção tiveram sua aposentadoria antecipada e receberam pelo que haviam contribuído.









