Política

Bolsonaristas se dividem entre silenciar e criticar encontro entre Lula e Trump

Reunião, que acontecerá nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, visa tratar sobre acordos comerciais e cooperação no combate ao crime organizado

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Presidente Lula durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em outubro de 2025 | Ricardo Stuckert/PR

O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, que acontecerá nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, vem sendo abordado com cautela entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e políticos do PL.

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Bolsonaro e Trump mantiveram uma relação amistosa e ideologicamente alinhada durante seus mandatos, enquanto o norte-americano e Lula acumularam divergências principalmente em decorrência das sanções aplicadas pelos Estados Unidos.

O distanciamento entre os atuais mandatários brasileiro e americano sempre foi usado como um trunfo pelos bolsonaristas. Agora, diante do primeiro encontro, muitos deles preferiram não comentar o tema, limitando-se a dizer que a reunião faz parte de agendas entre chefes de poderes.

Nos bastidores, também se tenta minimizar o encontro e dizer que ele pode estar movido a interesses empresariais, principalmente depois que se soube que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, foi um dos responsáveis por articular a reunião. A empresa dos Batista é alvo de investigação nos Estados Unidos por supostas práticas comerciais abusivas.

Já o núcleo duro do bolsonarismo vem criticando a ida do presidente brasileiro aos Estados Unidos diante da possibilidade de haver algum tipo de acordo comercial relativo às terras raras e aos minerais estratégicos. Nos últimos dias, a oposição passou a relacionar o possível acordo com uma manobra para que os americanos não enquadrem as facções criminosas como terroristas – o que não está comprovado.

"O Lula é um entreguista. Dar aquilo que a gente tem de mais precioso, as terras raras, em troca de proteger o Comando Vermelho e o PCC [Primeiro Comando da Capital]. A gente está aqui para contrapor, ser o embaixador informal do Brasil, a essa política nefasta", afirmou Eduardo Bolsonaro nesta quarta-feira (6) em entrevista a um podcast.

Na mesma linha, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro PL) publicou um vídeo, feito por inteligência artificial, fazendo alusão a um acordo de entregar as terras raras brasileiras em troca de se evitar sanções às facções criminosas.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), apontou para um pragmatismo na relação.

"Se o Lula se propõe a fazer tudo o que os Estados Unidos querem, os Estados Unidos são pragmáticos e vão fazer parceria com o Lula. Isso é bom para a oposição? É péssimo. É péssimo para o Brasil, para a oposição, para todo mundo. Mas é bom para o Lula, porque ao menos vai tirar os EUA do cangote dele", disse ao SBT News.

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