Política

Alessandro Vieira pede quebra de sigilo de empresa ligada a irmãos de Toffoli

Para senador, irmãos de ministro do STF podem agir como laranjas; medida pode alcançar movimentação financeira e mensagens da família de Toffoli

Imagem da noticia Alessandro Vieira pede quebra de sigilo de empresa ligada a irmãos de Toffoli
Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pleiteia relatoria da CPI do Crime Organizado | Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou, nesta segunda-feira (9), na CPI do Crime Organizado, pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A., controlada por José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

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O requerimento é para acessar as informações de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026 junto aos bancos, além de Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Para o senador, “reportagens recentes revelaram indícios relevantes que corroboram a tese de que os irmãos do magistrado atuariam como verdadeiros "laranjas" em um esquema de blindagem patrimonial. Por essa razão, o requerimento “é uma medida de extrema urgência e necessidade para o deslinde das investigações desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que busca desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.

Alessandro Vieira afirma que “a medida não se trata de devassa indiscriminada, mas de providência técnica, proporcional e necessária para esclarecer os fatos apurados pela CPI e garantir o cumprimento do dever constitucional de fiscalização do Poder Legislativo”, destacou.

A Maridt Participações já integrou o quadro de sócios do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. Segundo o jornal O Globo, os irmãos de Toffoli teriam vendido ações do resort para a Reag, gestora de investimentos ligada ao Banco Master. Tanto a Reag quanto o Master tiveram liquidação decretada pelo Banco Central.

As defesas dos acusados ainda não se pronunciaram.

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