Política

Alckmin: ajuste fiscal depende de pacto com outros poderes

Candidato à reeleição na chapa com Lula, vice diz que governo precisa negociar com Judiciário e Congresso para reduzir "desperdício e privilégio"

F
Felipe Moraes
Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato à reeleição na chapa com o presidente Lula (PT), afirmou nesta quarta-feira (21) que o governo precisa negociar "um pacto" com Judiciário e Congresso Nacional para realizar um ajuste fiscal nas contas públicas.

"Vamos precisar fazer ajuste fiscal", disse em entrevista à rádio CBN Campinas. "Eu o defendo. Agora, precisamos trazer também nesse pacto o Judiciário, pra estar de acordo. O Congresso, pra não ter pauta-bomba", completou.

🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

O ex-governador de São Paulo falou do assunto ao comentar a eventual relação de um quarto governo Lula com a composição eleita que atuará na próxima Legislatura do Congresso, ainda mais à direita do que a atual. Para ele, o "importante é mandar bons projetos" e "ganhar a sociedade" para conquistar apoio popular.

"Se população, organizada, tiver do seu lado, Congresso é mais fácil, reage de acordo com a sociedade. Ganhe a sociedade, explique as propostas, o porquê de fazer. Vida pública tem que prestar contas 24 horas. Convencendo a sociedade, é mais fácil o Congresso vir. E convencer também outros poderes", comentou.

Novamente mencionando a necessidade de ajuste nas contas públicas, Alckmin projetou rigor fiscal e derrubada da taxa de juros, atualmente em 13,75% ao ano, como próximos desafios do governo.

"Não posso fazer ajuste fiscal em cima de quem ganha um salário mínimo", falou. "Tem muito espaço de desperdício e privilégio que pode, aí sim, fazer ajuste e ter superávit maior", acrescentou.

Perguntado por jornalistas se aceitaria convite para assumir o Ministério da Fazenda num governo Lula 4, o vice desconversou. "Cada coisa no seu tempo. Tem dois ansiosos na vida: políticos e jornalistas", brincou o também ex-ministro da Indústria na atual gestão petista.

Últimas notícias