Anvisa apreende medicamento falso; saiba o que é Dysport
Especialista alerta para riscos à saúde e orienta como verificar a autenticidade do produto
Camilly Rosaboni
Anvisa determinou a apreensão de unidades falsificadas de um lote do Dysport, medicamento à base de toxina botulínica | Reprodução/Magnific
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na segunda-feira (19), a apreensão de unidades falsificadas do medicamento Dysport, um neuromodulador à base de toxina botulínica. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.
A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., responsável pelo registro do produto no Brasil, comunicou a identificação de unidades do lote 025155 com características diferentes das do medicamento original. Ele é indicado para rugas faciais, suor excessivo e incontinência urinária.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
🔎O Dysport é um neuromodulador à base de toxina botulínica, utilizado em procedimentos médicos.
Segundo a empresa, as unidades falsificadas apresentam data de validade incorreta e frasco com formato diferente do original. Além disso, o código de barras corresponde ao lote W26232, e o rótulo da embalagem secundária apresenta divergências em relação à apresentação legítima do produto.
A dermatologista Rafaella Caruso, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alerta que o uso de um produto falsificado pode provocar reações graves, dependendo da substância presente no frasco. Entre os possíveis efeitos estão queda das pálpebras e fraqueza muscular excessiva, inclusive em músculos distantes da região em que o produto foi aplicado. Nos casos mais graves, há risco de botulismo iatrogênico, uma condição potencialmente fatal.
“Os sintomas podem incluir visão dupla ou embaçada, dificuldade para falar e engolir, fraqueza muscular generalizada e dificuldade para respirar. Quando há comprometimento da musculatura respiratória, existe risco de morte”, afirma a dermatologista.
Como conferir a autenticidade do medicamento
Quem recebeu uma aplicação de Dysport recentemente deve entrar em contato com a clínica ou com o profissional responsável e solicitar o número do lote utilizado. Se o produto pertencer ao lote citado no alerta, é importante buscar a confirmação de autenticidade junto ao fabricante e orientação médica sobre as medidas necessárias.
“É fundamental esclarecer que o alerta recente da Anvisa se refere a unidades falsificadas de um lote específico, e não ao Dysport original ou à marca como um todo”, ressalta Rafaella.
Antes de realizar o procedimento, o paciente pode pedir para conferir a embalagem original e verificar o nome do medicamento, o número do lote e a data de validade. Fotografar essas informações também ajuda a manter um registro do produto utilizado.
A consulta ao site da Anvisa permite verificar se o medicamento possui registro no Brasil, mas essa checagem, isoladamente, não garante que o frasco apresentado seja autêntico.
“O preço muito abaixo é um sinal de alerta, embora não seja uma prova. O paciente precisa entender que não está pagando apenas pela aplicação”, afirma a médica.
A dermatologista também recomenda verificar a habilitação do profissional, suas credenciais no conselho correspondente e a licença sanitária do estabelecimento. Antes do procedimento, o paciente deve receber informações sobre os riscos, os benefícios e as contraindicações.
*Sob supervisão
Anvisa apreende medicamento falso; saiba o que é DysportEspecialista alerta para riscos à saúde e orienta como verificar a autenticidade do produtoSaúde2026-10-21T14:30:45.725ZA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na segunda-feira (19), a apreensão de unidades falsificadas do medicamento Dysport, um neuromodulador à base de toxina botulínica. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., responsável pelo registro do produto no Brasil, comunicou a identificação de unidades do lote 025155 com características diferentes das do medicamento original. Ele é indicado para rugas faciais, suor excessivo e incontinência urinária. 🔎O Dysport é um neuromodulador à base de toxina botulínica, utilizado em procedimentos médicos. Segundo a empresa, as unidades falsificadas apresentam data de validade incorreta e frasco com formato diferente do original. Além disso, o código de barras corresponde ao lote W26232, e o rótulo da embalagem secundária apresenta divergências em relação à apresentação legítima do produto. A dermatologista Rafaella Caruso, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alerta que o uso de um produto falsificado pode provocar reações graves, dependendo da substância presente no frasco. Entre os possíveis efeitos estão queda das pálpebras e fraqueza muscular excessiva, inclusive em músculos distantes da região em que o produto foi aplicado. Nos casos mais graves, há risco de botulismo iatrogênico, uma condição potencialmente fatal. “Os sintomas podem incluir visão dupla ou embaçada, dificuldade para falar e engolir, fraqueza muscular generalizada e dificuldade para respirar. Quando há comprometimento da musculatura respiratória, existe risco de morte”, afirma a dermatologista. Como conferir a autenticidade do medicamento Quem recebeu uma aplicação de Dysport recentemente deve entrar em contato com a clínica ou com o profissional responsável e solicitar o número do lote utilizado. Se o produto pertencer ao lote citado no alerta, é importante buscar a confirmação de autenticidade junto ao fabricante e orientação médica sobre as medidas necessárias. “É fundamental esclarecer que o alerta recente da Anvisa se refere a unidades falsificadas de um lote específico, e não ao Dysport original ou à marca como um todo”, ressalta Rafaella. Antes de realizar o procedimento, o paciente pode pedir para conferir a embalagem original e verificar o nome do medicamento, o número do lote e a data de validade. Fotografar essas informações também ajuda a manter um registro do produto utilizado. + A consulta ao site da Anvisa permite verificar se o medicamento possui registro no Brasil, mas essa checagem, isoladamente, não garante que o frasco apresentado seja autêntico. “O preço muito abaixo é um sinal de alerta, embora não seja uma prova. O paciente precisa entender que não está pagando apenas pela aplicação”, afirma a médica. A dermatologista também recomenda verificar a habilitação do profissional, suas credenciais no conselho correspondente e a licença sanitária do estabelecimento. Antes do procedimento, o paciente deve receber informações sobre os riscos, os benefícios e as contraindicações. *Sob supervisão São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/o-que-e-dysport-medicamento-apreendido-anvisa