Enel é multada em R$ 11,4 milhões por apagões em SP
Procon aponta falhas no fornecimento de energia em 2025; distribuidora italiana também enfrenta processo que pode antecipar o fim da concessão
Caio Barcellos
Governo federal pode buscar "saída negociada" para Enel São Paulo | Enel/Divulgação
O Procon Paulistano aplicou uma multa de R$ 11,4 milhões à Enel São Paulo por problemas no fornecimento de energia elétrica durante apagões registrados em setembro e dezembro de 2025. A penalidade foi publicada no Diário Oficial da capital paulista nesta quarta-feira (21).
O órgão considerou que a distribuidora italiana deixou de cumprir obrigações relacionadas à qualidade e à continuidade do serviço. Pela legislação de proteção ao consumidor, empresas responsáveis por serviços essenciais, como a distribuição de energia, devem assegurar o atendimento adequado à população.
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Entre os episódios que motivaram a penalidade está o apagão de 22 de setembro de 2025, quando aproximadamente 900 mil imóveis ficaram sem eletricidade após um problema em uma subestação da Isa Energia Brasil, em meio a chuvas e ventos fortes. A interrupção atingiu bairros das zonas Sul e Sudeste de São Paulo e cidades do ABC Paulista.
A decisão também considera as falhas registradas em 9 e 10 de dezembro, quando uma ventania provocou interrupções no fornecimento de energia para mais de 2 milhões de imóveis na capital e na Região Metropolitana. O episódio foi acompanhado por quedas de árvores, cancelamentos de voos e prejuízos ao funcionamento de serviços públicos.
A Enel tem 15 dias para apresentar recurso administrativo ao Procon. Caso abra mão de contestar a penalidade nas esferas administrativa e judicial, a empresa poderá obter um desconto de 30% sobre o valor da multa, desde que efetue o pagamento em até 30 dias após a notificação.
Ao SBT News, a distribuidora afirmou que discorda da multa, mas não informou se pretende recorrer. A empresa defendeu que sua atuação foi compatível com a intensidade dos eventos climáticos e disse ter restabelecido o fornecimento em até 24 horas para 80% dos clientes afetados em dezembro e mais de 90% em setembro.
"Desde 2023, a companhia reduziu em cerca de 60% o tempo médio de atendimento emergencial e em 97% as interrupções superiores a 24 horas", afirmou a empresa.
A multa ocorre enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa a possibilidade de recomendar ao governo federal o encerramento antecipado da concessão da Enel SP, originalmente prevista para terminar em 2028. A distribuidora atende cerca de 8,5 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da Região Metropolitana.
Em 6 de outubro, a diretora Agnes da Costa, relatora do processo, votou pela caducidade do contrato da empresa, previsto para terminar em 2028.
O posicionamento foi acompanhado pela diretora Ludmila Lima, mas a votação foi interrompida após um pedido de vista do diretor Gentil Nogueira, que solicitou mais tempo para examinar o caso -o processo poderá permanecer fora da pauta por até 60 dias corridos.
Mesmo que a reguladora aprove a recomendação, a empresa italiana não perderá automaticamente o direito de operar na Grande SP. A decisão final sobre o rompimento do contrato caberá ao Ministério de Minas e Energia (MME).
Enel é multada em R$ 11,4 milhões por apagões em SPProcon aponta falhas no fornecimento de energia em 2025; distribuidora italiana também enfrenta processo que pode antecipar o fim da concessãoEconomia2026-10-21T14:23:00.748ZO Procon Paulistano aplicou uma multa de R$ 11,4 milhões à Enel São Paulo por problemas no fornecimento de energia elétrica durante apagões registrados em setembro e dezembro de 2025. A penalidade foi publicada no Diário Oficial da capital paulista nesta quarta-feira (21). O órgão considerou que a distribuidora italiana deixou de cumprir obrigações relacionadas à qualidade e à continuidade do serviço. Pela legislação de proteção ao consumidor, empresas responsáveis por serviços essenciais, como a distribuição de energia, devem assegurar o atendimento adequado à população. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . Entre os episódios que motivaram a penalidade está o apagão de 22 de setembro de 2025, quando aproximadamente 900 mil imóveis ficaram sem eletricidade após um problema em uma subestação da Isa Energia Brasil, em meio a chuvas e ventos fortes. A interrupção atingiu bairros das zonas Sul e Sudeste de São Paulo e cidades do ABC Paulista. + A decisão também considera as falhas registradas em 9 e 10 de dezembro, quando uma ventania provocou interrupções no fornecimento de energia para mais de 2 milhões de imóveis na capital e na Região Metropolitana. O episódio foi acompanhado por quedas de árvores, cancelamentos de voos e prejuízos ao funcionamento de serviços públicos. A Enel tem 15 dias para apresentar recurso administrativo ao Procon. Caso abra mão de contestar a penalidade nas esferas administrativa e judicial, a empresa poderá obter um desconto de 30% sobre o valor da multa, desde que efetue o pagamento em até 30 dias após a notificação. Ao SBT News, a distribuidora afirmou que discorda da multa, mas não informou se pretende recorrer. A empresa defendeu que sua atuação foi compatível com a intensidade dos eventos climáticos e disse ter restabelecido o fornecimento em até 24 horas para 80% dos clientes afetados em dezembro e mais de 90% em setembro. "Desde 2023, a companhia reduziu em cerca de 60% o tempo médio de atendimento emergencial e em 97% as interrupções superiores a 24 horas", afirmou a empresa. + Concessão sob análise A multa ocorre enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa a possibilidade de recomendar ao governo federal o encerramento antecipado da concessão da Enel SP, originalmente prevista para terminar em 2028. A distribuidora atende cerca de 8,5 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da Região Metropolitana. Em 6 de outubro, a diretora Agnes da Costa, relatora do processo, votou pela caducidade do contrato da empresa, previsto para terminar em 2028. O posicionamento foi acompanhado pela diretora Ludmila Lima, mas a votação foi interrompida após um pedido de vista do diretor Gentil Nogueira, que solicitou mais tempo para examinar o caso -o processo poderá permanecer fora da pauta por até 60 dias corridos. Mesmo que a reguladora aprove a recomendação, a empresa italiana não perderá automaticamente o direito de operar na Grande SP. A decisão final sobre o rompimento do contrato caberá ao Ministério de Minas e Energia (MME).São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/enel-e-multada-em-r-11-4-milhoes-por-apagoes-em-sp
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