Pedido de vista adia decisão sobre caducidade da Enel SP
Processo poderá ficar até 60 dias fora da pauta; Aneel já tem dois votos favoráveis ao fim antecipado da concessão
Caio Barcellos
Subestação da Enel em São Paulo | Foto: reprodução/Reuters
O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Gentil Nogueira pediu vista nesta terça-feira (6) do processo que analisa a caducidade da concessão da Enel São Paulo. O prazo para que a análise retorne à pauta é de até 60 dias corridos.
O pedido ocorreu após a apresentação do voto da relatora, Agnes da Costa, que recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) o encerramento antecipado do contrato da distribuidora, originalmente previsto para terminar em 2028.
Até o momento, apenas a diretora Ludmila Lima acompanhou o voto da relatora, deixando o placar em 2 a 0 pela recomendação de caducidade. Ainda faltam os votos de três integrantes do colegiado, incluindo o de Gentil Nogueira.
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Ao justificar o voto, Agnes afirmou que a medida foi adotada após diversas outras tentativas de induzir uma melhora no serviço da distribuidora italiana.
“A recomendação de caducidade não foi a primeira resposta regulatória dada às falhas da concessionária”, disse.
O processo foi aberto após sucessivos problemas no fornecimento de energia entre 2023 e 2025, incluindo apagões prolongados e demora no restabelecimento do serviço em episódios de chuvas e ventos fortes.
A Enel São Paulo atende 24 municípios da Região Metropolitana e cerca de 8,5 milhões de unidades consumidoras.
TCU cobra análise dos impactos
O Tribunal de Contas da União (TCU) também acompanha o caso e determinou em setembro que a reguladora e o MME avaliem os efeitos de uma eventual caducidade, incluindo a transição para outro distribuidora, o custo de indenização dos ativos ainda não amortizados, possíveis impactos nas tarifas e os riscos para a continuidade do serviço.
Gentil citou justamente a complexidade dessa análise ao pedir vista e afirmou que precisava avaliar, além do voto da relatora, os dados apresentados pela Enel sobre a melhora dos serviços.
Mesmo que a Aneel forme maioria pela caducidade, a concessão não será encerrada automaticamente. A recomendação seguirá para o MME, que terá a palavra final e poderá decidir pelo rompimento ou por outra solução para o contrato. O ministro Alexandre Silveira (PSD) já sinalizou que acatará.
Pedido de vista adia decisão sobre caducidade da Enel SPProcesso poderá ficar até 60 dias fora da pauta; Aneel já tem dois votos favoráveis ao fim antecipado da concessãoBrasil2026-10-06T19:57:10.638ZO diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Gentil Nogueira pediu vista nesta terça-feira (6) do processo que analisa a caducidade da concessão da Enel São Paulo. O prazo para que a análise retorne à pauta é de até 60 dias corridos. O pedido ocorreu após a apresentação do voto da relatora, Agnes da Costa, que recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) o encerramento antecipado do contrato da distribuidora, originalmente previsto para terminar em 2028. Até o momento, apenas a diretora Ludmila Lima acompanhou o voto da relatora, deixando o placar em 2 a 0 pela recomendação de caducidade. Ainda faltam os votos de três integrantes do colegiado, incluindo o de Gentil Nogueira. Ao justificar o voto, Agnes afirmou que a medida foi adotada após diversas outras tentativas de induzir uma melhora no serviço da distribuidora italiana. “A recomendação de caducidade não foi a primeira resposta regulatória dada às falhas da concessionária”, disse. O processo foi aberto após sucessivos problemas no fornecimento de energia entre 2023 e 2025, incluindo apagões prolongados e demora no restabelecimento do serviço em episódios de chuvas e ventos fortes. A Enel São Paulo atende 24 municípios da Região Metropolitana e cerca de 8,5 milhões de unidades consumidoras. TCU cobra análise dos impactos O Tribunal de Contas da União (TCU) também acompanha o caso e determinou em setembro que a reguladora e o MME avaliem os efeitos de uma eventual caducidade, incluindo a transição para outro distribuidora, o custo de indenização dos ativos ainda não amortizados, possíveis impactos nas tarifas e os riscos para a continuidade do serviço. Gentil citou justamente a complexidade dessa análise ao pedir vista e afirmou que precisava avaliar, além do voto da relatora, os dados apresentados pela Enel sobre a melhora dos serviços. Mesmo que a Aneel forme maioria pela caducidade, a concessão não será encerrada automaticamente. A recomendação seguirá para o MME, que terá a palavra final e poderá decidir pelo rompimento ou por outra solução para o contrato. O ministro Alexandre Silveira (PSD) já sinalizou que acatará.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/pedido-de-vista-adia-decisao-sobre-caducidade-da-enel-sp
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