6x1: Skaf chama PEC de atraso e defende texto alternativo
Presidente da Fiesp critica proposta aprovada pela Câmara e apoia PEC que prevê jornada flexível e acordos diretos entre empregados e empregadores


Paulo Skaf, presidente da Fiesp | Reprodução/SBT News
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, classificou como um atraso a PEC aprovada pela Câmara dos Deputados que extingue a escala de trabalho 6x1. Em entrevista ao programa Radar News, do SBT News, ele defendeu a aprovação, pelo Senado, da PEC 12/2026, proposta alternativa da oposição que prevê uma jornada de trabalho flexível, com remuneração baseada nas horas trabalhadas.
Segundo Skaff, o texto permite que trabalhadores e empregadores firmem acordos individuais e coletivos com mais liberdade.
"Esse é o modelo americano, que funciona muito bem, é moderno, é mais negociado e menos legislado", afirmou.
A defesa da proposta também foi feita em um manifesto divulgado nesta terça-feira (9) pela Fiesp e por confederações nacionais. No documento, entidades empresariais pedem a modernização das relações de trabalho por meio da ampliação da autonomia de escolha.
"Pode ser que para alguém interesse - por uma questão familiar, de saúde, razões diversas - trabalhar 10h por semana, 1h por semana, 30 horas por semana. Essa PEC 12 é livre para que as pessoas busquem aquilo que seja melhor para elas. Ninguém sabe melhor que a pessoa do que é melhor para ela", afirmou Skaf.
"A PEC 12 é isso: a modernidade. Preservando todos os direitos, mas dando a flexibilidade de ninguém decidir pelo outro. Esse atraso dessa PEC que foi aprovada pela Câmara, é um atraso onde, na verdade, a lei engessa, te obriga, te limita. Por que tirar esse direito? Por que subestimar a inteligência dos brasileiros? As pessoas sabem o que querem e o que é melhor para elas", completou.
Skaff também criticou o que chamou de motivação eleitoral por trás da aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 e pediu que o Senado conduza a análise da matéria com responsabilidade.
"A motivação eleitoral não pode interferir em mudanças constitucionais, então a discussão no Senado, eu creio e espero, que a gente tenha uma discussão de serenidade, de responsabilidade, a altura do senado federal, que é a casa revisora, e que prospere aquilo que seja melhor para o Brasil".
Aprovada pela Câmara dos Deputados, a proposta chegou ao Senado em 28 de maio. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o texto não será votado diretamente em Plenário e passará pela análise das comissões da Casa. A primeira etapa será na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Otto Alencar (PSD-BA).
A proposta reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com limite de oito horas diárias, e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. O texto prevê que a mudança ocorra sem redução salarial.















