Soldado Gisele: policiais limparam apartamento após morte por "humanidade", diz corregedor da PM
Corregedoria afirma que limpeza não interferiu na investigação e ocorreu após liberação; tenente-coronel foi preso acusado de forjar suicídio da esposa
Emanuelle Menezes
Coletiva de imprensa foi realizada na manhã desta quarta-feira (18) | Reprodução/SBT
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A declaração foi dada pelo corregedor da Polícia Militar, coronel Alex dos Reis Asaka, durante entrevista coletiva sobre a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual. Ele alega que a esposa se suicidou.
Segundo o corregedor, o local já havia sido liberado pelas equipes responsáveis pela perícia quando três policiais mulheres entraram no imóvel, localizado no bairro do Brás, para realizar a limpeza.
"Foi uma questão de humanidade. Em um primeiro momento, a notícia que se tinha era de um suicídio. Em momento algum essa limpeza foi feita no sentido de suprimir qualquer tipo de prova", afirmou Asaka.
De acordo com o coronel, a limpeza não foi pedida por Geraldo Leite Rosa Neto, mas sim pelo comandante da área e pelo Departamento de Psicologia da PM. O objetivo seria evitar que a família da vítima tivesse que lidar com o ambiente do suposto suicídio.
As três policiais, sendo uma soldado e duas cabos, foram ao apartamento no dia 18 de fevereiro, horas após a morte de Gisele. Elas chegaram ao prédio às 17h48 e acessaram o imóvel acompanhadas por uma funcionária. As agentes foram identificadas e prestaram depoimento à Corregedoria da PM.
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18) | Reprodução/SBT
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu o tenente-coronel na manhã desta quarta-feira. Um comboio com agentes da corregedoria, com apoio da Polícia Civil, chegou por volta das 8h ao apartamento do oficial em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
O SBT News teve acesso à decisão, da 5ª Auditoria Militar do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, que determinou a prisão preventiva de Geraldo Neto. De acordo com o documento, a policial teria sido vítima de feminicídio.
As provas coletadas indicam que Gisele foi surpreendida por trás. Geraldo teria segurado a mandíbula ou o rosto da soldado com a mão esquerda, enquanto apontava a arma, com a mão direita, para a têmpora dela. Após o disparo, o corpo de Gisele teria sido colocado no chão.
"O mosaico probatório, portanto, afasta a hipótese de suicídio e indica que Gisele foi abordada por trás, com mão esquerda do agressor na mandíbula/face e arma na mão direita dirigida à têmpora direita", diz um trecho.
A cena do crime foi manipulada depois, segundo o relatório. Houve escoamento de sangue e indícios de alterações posteriores, como a posição da arma na mão da vítima. O texto também menciona que o investigado teria tomado banho após o crime, o que reforça a suspeita de tentativa de ocultação de vestígios.
Soldado Gisele: policiais limparam apartamento após morte por "humanidade", diz corregedor da PMCorregedoria afirma que limpeza não interferiu na investigação e ocorreu após liberação; tenente-coronel foi preso acusado de forjar suicídio da esposaCidades2026-03-18T16:05:26.834ZAutoridades da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmaram, nesta quarta-feira (18), que a onde a , na região central da capital paulista, ocorreu por "humanidade" e sem intenção de prejudicar a investigação. A declaração foi dada pelo corregedor da Polícia Militar, coronel Alex dos Reis Asaka, durante entrevista coletiva sobre a , acusado de feminicídio e fraude processual. Ele alega que a esposa se suicidou. + Tiro por trás e marcas de sangue: Segundo o corregedor, o local já havia sido liberado pelas equipes responsáveis pela perícia quando três policiais mulheres entraram no imóvel, localizado no bairro do Brás, para realizar a limpeza. "Foi uma questão de humanidade. Em um primeiro momento, a notícia que se tinha era de um suicídio. Em momento algum essa limpeza foi feita no sentido de suprimir qualquer tipo de prova", afirmou Asaka. De acordo com o coronel, a limpeza não foi pedida por Geraldo Leite Rosa Neto, mas sim pelo comandante da área e pelo Departamento de Psicologia da PM. O objetivo seria evitar que a família da vítima tivesse que lidar com o ambiente do suposto suicídio. As três policiais, sendo uma soldado e duas cabos, foram ao apartamento no dia 18 de fevereiro, horas após a morte de Gisele. Elas chegaram ao prédio às 17h48 e acessaram o imóvel acompanhadas por uma funcionária. As agentes foram identificadas e prestaram depoimento à Corregedoria da PM. Prisão A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo Um comboio com agentes da corregedoria, com apoio da Polícia Civil, chegou por volta das 8h ao apartamento do oficial em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O SBT News teve acesso à decisão, da 5ª Auditoria Militar do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, que determinou a prisão preventiva de Geraldo Neto. De acordo com o documento, a policial teria sido vítima de feminicídio. As provas coletadas indicam que Gisele foi surpreendida por trás. Geraldo teria segurado a mandíbula ou o rosto da soldado com a mão esquerda, enquanto apontava a arma, com a mão direita, para a têmpora dela. Após o disparo, o corpo de Gisele teria sido colocado no chão. "O mosaico probatório, portanto, afasta a hipótese de suicídio e indica que Gisele foi abordada por trás, com mão esquerda do agressor na mandíbula/face e arma na mão direita dirigida à têmpora direita", diz um trecho. A cena do crime foi manipulada depois, segundo o relatório. Houve escoamento de sangue e indícios de alterações posteriores, como a posição da arma na mão da vítima. O texto também menciona que o investigado teria tomado banho após o crime, o que reforça a suspeita de tentativa de ocultação de vestígios.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/soldado-gisele-policiais-limparam-apartamento-apos-morte-por-humanidade-diz-corregedor-da-pm
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