Cidades

VÍDEO: veja momento em que tenente-coronel acusado de matar esposa é preso no interior de SP

Geraldo Leite Rosa Neto foi indiciado por feminicídio e fraude processual; soldado Gisele foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro

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Emanuelle Menezes, Fátima Souza
18/03/2026, 12:57 • Atualizado em 18/03/2026, 13:08
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O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto foi preso nesta quarta-feira (18) pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia, no centro de São Paulo, há um mês. Um vídeo obtido pelo SBT News mostra o momento em que o oficial é levado de um prédio em São José dos Campos, no interior do estado (veja vídeo acima).

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Um comboio com agentes da Corregedoria da PM, com apoio da Polícia Civil, chegou por volta das 8h ao apartamento que o tenente-coronel tem em São José dos Campos. Pouco depois, ele saiu escoltado do local.

Geraldo foi conduzido à sede da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, região central da capital paulista, e depois deve passar por exames de corpo de delito. Na sequência, ele será levado para o Presídio Militar Romão Gomes.

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18) | Reprodução/SBT
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18) | Reprodução/SBT

Polícia Civil e Corregedoria pediram a prisão preventiva de Geraldo na terça-feira (17) por feminicídio e fraude processual. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o mandado de prisão foi concedido pela Justiça Militar estadual na noite de terça. O pedido da Polícia Civil ainda aguarda apreciação do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O advogado Eugênio Malavasi, que faz a defesa do tenente-coronel, afirmou ao SBT News que acredita que a Justiça Militar não é competente para o decreto preventivo de prisão. "Se houve a imputação de feminicídio e fraude processual, foi no âmbito privado, não em decorrência da atividade de policial militar", disse.

Investigação apontou feminicídio

Para os investigadores, o tenente-coronel matou a mulher e alterou a cena do crime. Gisele foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro. O tenente-coronel disse que a soldado se matou, enquanto ele estava no banho, depois de uma conversa sobre um possível divórcio. A bala que atingiu a policial saiu da arma do tenente-coronel, conforme as investigações.

A primeira farsa descoberta pelos peritos é desmontada pela posição do corpo de Gisele, quando os bombeiros chegaram. Ela estava caída no chão da sala, entre o móvel da TV e um sofá. A posição das pernas e dos pés, um deles embaixo do móvel, o local da poça de sangue, e a posição da arma, encaixada na mão de Gisele, para os peritos, são sinais evidentes de que a cena não era de um suicídio.

Os peritos derrubaram ainda uma outra mentira contada pelo tenente-coronel. Os legistas constataram que Gisele teve relação sexual antes de ser morta. Para justificar o fim do casamento, o oficial da PM disse em depoimento que os dois já não tinham mais um relacionamento e que dormiam em camas separadas havia 6 meses.

Tenente-coronel teve relação sexual com soldado Gisele antes da morte dela | Reprodução
Tenente-coronel teve relação sexual com soldado Gisele antes da morte dela | Reprodução

A versão sobre o momento da morte também foi atacada. Um primeiro laudo do Instituto Médico Legal (IML) já havia encontrado no pescoço e no rosto de Gisele marcas "de lesões contundentes por meio de pressão digital e escoriação", ou seja, ela teria sofrido uma espécie de esganadura. Agora, os peritos concluíram que ela foi imobilizada pelo pescoço, e que estava desmaiada no momento do disparo. Vestígios de sangue foram encontrados no banheiro e em outros cômodos do apartamento.

O comportamento do oficial da PM também chamou a atenção dos investigadores. Uma vizinha disse que ouviu o disparo às 7h30 da manhã, mas o tenente-coronel só fez a primeira ligação para pedir socorro meia hora mais tarde.

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