PUC investiga aluno por ofensas racistas contra Marielle
Estudante chamou Marielle de 'macaca' em um grupo de WhatsApp e questionou como ela conseguiu pagar a própria faculdade
Sofia Pilagallo, SBT Rio
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) abriu uma investigação interna após um aluno proferir ofensas racistas contra a memória de Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018 e ex-aluna da instituição. O caso foi denunciado na última semana e veio a público nesta sexta-feira (30).
Segundo Luyara Franco, filha da vereadora, o estudante chamou Marielle de "macaca" em um grupo de WhatsApp e questionou como ela conseguiu pagar a própria faculdade. O SBT teve acesso a uma captura de tela com as mensagens atribuídas ao estudante.
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Captura de tela mostra mensagens de cunho racista contra a memória da vereadora Marielle Franco em um grupo de WhatsApp | Foto: Obtida pelo SBT
Nas redes sociais, Luyara desabafou sobre o ocorrido e destacou a trajetória política da mãe. Ela afirmou que Marielle construiu sua história com trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade e que, mesmo após ser assassinada, continua sendo alvo de racismo.
"Não vamos aceitar que o racismo seja naturalizado, que sua história seja atacada ou que a própria universidade se silencie diante de uma violência como essa. Marielle não será apagada, não será esquecida e não será silenciada", declarou.
Em nota, a PUC-Rio informou que abriu uma investigação interna e está adotando as medidas administrativas e legais cabíveis. A instituição também reafirmou seu compromisso com uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco.
Vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL e defensora dos direitos humanos, Marielle Franco foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018, aos 38 anos, no bairro do Estácio, na região central da cidade. O motorista Anderson Gomes, que dirigia o carro em que ela estava, também foi morto no ataque.
Em outubro de 2024, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, responsáveis pela execução do crime, foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente. Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes, a 76 anos e três meses de prisão cada.
Também foram condenados Ronald Paulo de Alves, a 56 anos de prisão, e Robson Calixto Fonseca, a nove anos, por integrar organização criminosa armada. Já o delegado Rivaldo Barbosa recebeu pena de 18 anos de prisão por obstrução à Justiça e corrupção passiva.
PUC investiga aluno por ofensas racistas contra Marielle Estudante chamou Marielle de 'macaca' em um grupo de WhatsApp e questionou como ela conseguiu pagar a própria faculdadeCidades2026-11-03T00:47:27.666ZA Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) abriu uma investigação interna após um aluno proferir ofensas racistas contra a memória de Marielle Franco, e ex-aluna da instituição. O caso foi denunciado na última semana e veio a público nesta sexta-feira (30). Segundo Luyara Franco, filha da vereadora, o estudante chamou Marielle de "macaca" em um grupo de WhatsApp e questionou como ela conseguiu pagar a própria faculdade. O SBT teve acesso a uma captura de tela com as mensagens atribuídas ao estudante. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique Nas redes sociais, Luyara desabafou sobre o ocorrido e destacou a trajetória política da mãe. Ela afirmou que Marielle construiu sua história com trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade e que, mesmo após ser assassinada, continua sendo alvo de racismo. "Não vamos aceitar que o racismo seja naturalizado, que sua história seja atacada ou que a própria universidade se silencie diante de uma violência como essa. Marielle não será apagada, não será esquecida e não será silenciada", declarou. Em nota, a PUC-Rio informou que abriu uma investigação interna e está adotando as medidas administrativas e legais cabíveis. A instituição também reafirmou seu compromisso com uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco. Vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL e defensora dos direitos humanos, , aos 38 anos, no bairro do Estácio, na região central da cidade. O motorista Anderson Gomes, que dirigia o carro em que ela estava, também foi morto no ataque. Em outubro de 2024, , responsáveis pela execução do crime, foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente. Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os , apontados como mandantes, a 76 anos e três meses de prisão cada. Também foram condenados Ronald Paulo de Alves, a 56 anos de prisão, e Robson Calixto Fonseca, a nove anos, por integrar organização criminosa armada. Já o delegado Rivaldo Barbosa recebeu pena de 18 anos de prisão por obstrução à Justiça e corrupção passiva.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/puc-investiga-aluno-por-ofensas-racistas-contra-marielle
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