Policial acusado de matar marceneiro na saída do trabalho é preso em São Paulo
PM foi levado ao Presídio Romão Gomes após acusação de homicídio; defesa afirma que não há fundamentos para a prisão cautelar
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Agência SBT
17/08/2025, 12:48 • Atualizado em 17/08/2025, 15:55
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PM acusado de matar jovem em Parelheiros é preso. | Reprodução
O policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida foi preso no sábado (16), em São Paulo. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa do agente.
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Após a detenção, ele foi encaminhado ao Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o policial teve a prisão mantida após passar por audiência de custódia.
Fábio é acusado de matar o marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, no dia 4 de julho, em Parelheiros, na Zona Sul da cidade. A vítima foi atingida por um tiro na cabeça enquanto caminhava para um ponto de ônibus, após sair do trabalho. Na ocasião, o policial afirmou ter confundido Guilherme com um assaltante que ele perseguia após sofrer uma tentativa de roubo.
O MP-SP havia apresentado a denúncia e solicitado a prisão preventiva de Fábio na quinta-feira (14). A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia no dia seguinte e tornou o agente réu por homicídio.
“A gravidade concreta do crime e a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi, constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva”, escreveu a juíza Paula Marie Konno na decisão.
Em nota, a defesa de Fábio classificou a prisão preventiva como “descabida” e sustentou que o agente agiu sob medo, acreditando estar em legítima defesa.
“Eventual erro ou falha em sua atuação policial deve ser apurada à luz da presunção de inocência. Não há qualquer requisito legal para a decretação da custódia cautelar nesse momento”, disse a defesa, que afirmou ainda que buscará a liberdade do policial.
O policial teria confundido o marceneiro, que corria para pegar o ônibus após sair da empresa onde trabalhava, com o criminoso. Segundo o boletim de ocorrência, Fábio alegou que tinha matado uma pessoa em reação à tentativa de roubo de sua moto. Mas a investigação questiona o relato do policial.
Ao chegar ao local para periciar a vítima, a Polícia Científica encontrou na mochila de Guilherme itens como celular, talheres e uma marmita. Logo depois, colegas de trabalho da vítima chegaram ao local e mostraram um circuito da câmera de segurança que mostra o jovem saindo do trabalho sete minutos antes de ser morto, a cerca de 50 metros do ponto de ônibus.
O jovem, recém-casado, também postou uma foto em aplicativo de mensagem com a legenda "mais um dia concluído". Guilherme saiu da condição de suspeito para a de vítima.
O boletim final do caso informa que o PM Fábio Anderson "provavelmente acreditou que se tratava de um dos criminosos que o haviam abordado". De acordo com os investigadores, o policial agiu por erro de "percepção", afastando a hipótese de legítima defesa. A pistola Glock calibre 40 utilizada, pertencente à Polícia Militar, foi apreendida.
As investigações prosseguem pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a SSP, o DHPP ainda aguarda a emissão dos laudos periciais para concluir e relatar o inquérito policial do caso ao Poder Judiciário.
Policial acusado de matar marceneiro na saída do trabalho é preso em São PauloPM foi levado ao Presídio Romão Gomes após acusação de homicídio; defesa afirma que não há fundamentos para a prisão cautelarCidades2025-08-17T12:48:23.039ZO policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida foi preso no sábado (16), em São Paulo. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa do agente. Após a detenção, ele foi encaminhado ao Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o policial teve a prisão mantida após passar por audiência de custódia. Fábio é , de 26 anos, no dia 4 de julho, em Parelheiros, na Zona Sul da cidade. A vítima foi atingida por um tiro na cabeça enquanto caminhava para um ponto de ônibus, após sair do trabalho. Na ocasião, o policial afirmou ter confundido Guilherme com um assaltante que ele perseguia após sofrer uma tentativa de roubo. O MP-SP havia apresentado a denúncia e solicitado a prisão preventiva de Fábio na quinta-feira (14). A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia no dia seguinte e tornou o agente réu por homicídio. “A gravidade concreta do crime e a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi, constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva”, escreveu a juíza Paula Marie Konno na decisão. O que diz a defesa Em nota, a defesa de Fábio classificou a prisão preventiva como “descabida” e sustentou que o agente agiu sob medo, acreditando estar em legítima defesa. “Eventual erro ou falha em sua atuação policial deve ser apurada à luz da presunção de inocência. Não há qualquer requisito legal para a decretação da custódia cautelar nesse momento”, disse a defesa, que afirmou ainda que buscará a liberdade do policial. Relembre o caso O, que corria para pegar o ônibus após sair da empresa onde trabalhava, com o criminoso. Segundo o boletim de ocorrência, Fábio alegou que tinha matado uma pessoa em reação à tentativa de roubo de sua moto. Mas a investigação questiona o relato do policial. Ao chegar ao local para periciar a vítima, a Polícia Científica encontrou na mochila de Guilherme itens como celular, talheres e uma marmita. Logo depois, colegas de trabalho da vítima chegaram ao local e mostraram um circuito da câmera de segurança que mostra o jovem saindo do trabalho sete minutos antes de ser morto, a cerca de 50 metros do ponto de ônibus. O jovem, recém-casado, também postou uma foto em aplicativo de mensagem com a legenda "mais um dia concluído". Guilherme saiu da condição de suspeito para a de vítima. O boletim final do caso informa que o PM Fábio Anderson "provavelmente acreditou que se tratava de um dos criminosos que o haviam abordado". De acordo com os investigadores, o policial agiu por erro de "percepção", afastando a hipótese de legítima defesa. A pistola Glock calibre 40 utilizada, pertencente à Polícia Militar, foi apreendida. As investigações prosseguem pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a SSP, o DHPP ainda aguarda a emissão dos laudos periciais para concluir e relatar o inquérito policial do caso ao Poder Judiciário.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/policial-acusado-de-matar-marceneiro-e-preso-em-sao-paulo
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