Senegal aprova lei que aumenta penas contra relações entre pessoas do mesmo sexo
Nova legislação dobra a pena máxima de prisão e criminaliza a promoção da homossexualidade no país africano


Reuters
O Parlamento do Senegal aprovou, nesta quarta-feira (11), um projeto de lei que aumenta as punições para relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo e passa a criminalizar tentativas de promover a homossexualidade no país.
A proposta foi aprovada com 135 votos favoráveis, nenhum contrário e três abstenções, marcando a etapa final do processo legislativo.
A medida cumpre uma promessa de campanha do governo que assumiu o poder em 2024, liderado pelo presidente Bassirou Diomaye Faye e pelo primeiro-ministro Ousmane Sonko.
O Código Penal do Senegal já previa punições para o que classificava como “atos contra a natureza”, expressão usada para se referir a relações entre pessoas do mesmo sexo.
A regra anterior, cuja última atualização ocorreu em 1966, estabelecia:
- Pena de até 5 anos de prisão
- Multa de até 1,5 milhão de francos CFA (cerca de US$ 2.676)
Com a nova legislação, as punições foram ampliadas.
Agora, os chamados atos contra a natureza poderão resultar em:
- Até 10 anos de prisão
- Multa de até 10 milhões de francos CFA (aproximadamente US$ 17.700)
Pena não poderá ser reduzida
O texto aprovado também estabelece que juízes não poderão conceder suspensão condicional da pena nem reduzir a condenação abaixo do mínimo previsto.
Defensores do projeto afirmaram que a legislação anterior era vaga e pouco rigorosa, motivo pelo qual defenderam mudanças no Código Penal.









