SP registra mais de 3 mil furtos em escolas em 2025; média passa de 8 casos por dia
Fios, cabos, torneiras e equipamentos eletrônicos estão entre os itens mais levados de unidades de ensino públicas e privadas
Simone Queiroz
Stela Jordy
O número de furtos em escolas tem preocupado autoridades e comunidades escolares no estado de São Paulo. Somente em 2025, foram registrados 3.167 casos em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, entre escolas públicas e privadas.
De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), a média é de 8,7 furtos por dia no estado.
Segundo a SSP, os criminosos costumam levar principalmente materiais que podem ser revendidos ou reutilizados. Entre os itens mais visados estão fios e cabos elétricos, torneiras, peças hidráulicas. notebooks e projetores utilizados em sala de aula
Além do prejuízo financeiro, os furtos acabam afetando diretamente a rotina escolar.
Escolas devem investir em segurança, alerta especialista
Para o especialista em segurança Marcy Campos Verde, é fundamental que as direções das escolas invistam em equipamentos de segurança.
“Quando falamos de escolas e da segurança de crianças, é possível adotar diferentes medidas, como a instalação de sensores infravermelhos, câmeras com gravação local ou remota e sistemas de alarme. Esses sensores podem ser instalados no perímetro e em ambientes considerados mais sensíveis", diz Marcy
Ela acrescenta que o sistema pode ajudar na resposta rápida.
“Se acontecer uma invasão, o sistema pode avisar uma empresa ou responsável. Assim é possível acionar as câmeras, ligar para a polícia e tentar resolver o problema rapidamente”, explica o especialista.
Prejuízo vai além do material
Apesar de o furto ser um crime que não envolve violência direta, o impacto nas escolas pode ser grande.
Em muitos casos, alunos ficam sem equipamentos necessários para as aulas, o que compromete a qualidade do ensino.
Em uma escola de Cotia, por exemplo, foram furtados cabos de carregamento de notebooks utilizados em sala de aula. Sem os equipamentos, estudantes passaram a usar celulares durante atividades escolares.
“Usa o celular na aula. Quando precisa usar, o professor pede, eles tiram da mochila e fazem o uso. Depois guardam de novo. Sabemos que é proibido, mas cadê o notebook?”, relata Luciane Garcia da Silva, mãe de uma aluna.
Quando o crime ocorre em escolas públicas, a reposição dos itens pode levar mais tempo, prolongando o impacto para estudantes e professores.









