Polícia prende suspeito de envolvimento na morte de PM na Grande SP
Homem apontado como dono do bar onde o policial foi mantido em cárcere privado foi detido após tentar fugir

Antonio Souza
Agência SBT
Um homem foi preso na tarde desta terça-feira (20) suspeito de participar da tortura e do assassinato do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. O crime teria sido ordenado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Identificado pelas iniciais G.S.S., ele é apontado pelas investigações como participante direto do crime. Segundo a polícia, o homem é proprietário do bar e da residência onde o PM Fabrício foi mantido em cárcere privado antes de ser morto.
Ao perceber a chegada dos agentes, o suspeito tentou fugir, mas foi alcançado e detido pelas equipes. Ele foi encaminhado ao Distrito Policial Central de Itapecerica da Serra, onde a ocorrência está sendo registrada.
Quatro suspeitos foram presos até o momento. À polícia, eles relataram que o Fabrício teria se desentendido com um integrante do PCC em um bar de uma comunidade dominada pela facção. A partir disso, a execução teria sido ordenada.
O caso
Um policial militar de 40 anos ficou desaparecido na Grande São Paulo após uma suposta discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas, no dia 7 de janeiro, na zona sul da capital paulista.
O PM foi identificado como Fabrício Gomes de Santana, cabo da corporação há cinco anos. Segundo as investigações, o policial militar teria sido executado por um tribunal do crime realizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a investigação.
Uma força-tarefa foi montada para procurar o cabo da Polícia Militar. Durante as buscas, o carro de Fabrício foi localizado completamente carbonizado em uma área de mata em Itapecerica da Serra.
Imagens de câmeras de segurança registraram o Ford Ka laranja de Fabrício horas antes do desaparecimento, saindo de uma viela. Pouco depois, o veículo foi visto novamente transitando por uma rua de terra, local onde posteriormente foi encontrado incendiado, seguido por um outro carro de cor cinza. No veículo cinza, a polícia encontrou três galões com cheiro de gasolina.

O corpo do PM foi encontrado no dia 11 de janeiro, em Embu-Guaçu, após ficar quatro dias desaparecido.









