Polícia investiga morte de ex-Sinhazinha do Boi Garantido
Djidja Cardoso foi encontrada morta no Amazonas; suspeita é que mulher tenha sofrido overdose e omissão de socorro

Carol Dias
A polícia do Amazonas investiga a morte de Djidja Cardoso, ex-Sinhazinha do Boi Garantido. O cargo é uma espécie de madrinha da entidade tradicional da cultura amazonense, no festival de Parintins. A mulher foi encontrada morta, no quarto de casa.
A mãe de Djidja, o irmão dela e uma ex-funcionária da ex-Sinhazinha foram presos na tarde da última quinta-feira (30). Os detidos foram identificados como Cleuzimar Cardoso, Ademar Cardoso e Verônica da Costa, gerente do salão de beleza que Djidja administrava com a família
A suspeita é que Djidja tenha morrido de overdose após uma série de aplicações de cetamina (ou ketamina), anestésico usado em procedimentos cirúrgicos e até em cavalos. Segundo as investigações, familiares e funcionários do salão faziam o uso da droga. O trio foi preso também pela possível omissão de socorro.
Pessoas próximas citam Djidja em cárcere privado
As investigações apontam que a vítima estava lutando contra o uso de drogas e pessoas próximas afirmaram que ela era mantida em cárcere privado pelos familiares. Quando o corpo foi encontrado, marcas de aplicações da droga foram localizadas.
Os suspeitos estariam tentando fugir durante a abordagem, de acordo com a polícia. No carro usado na fuga foram encontradas ampolas de cetamina, agulhas e seringas. O material também foi encontrado na casa de Djidja.
Outros dois suspeitos são procurados e tiveram a prisão preventiva decretada: Margson Vasconcellos Dantas, que seria cabeleireiro no salão e o principal fornecedor da droga, e Claudiele Santos da Silva, maquiadora do local. Ela se entregou durante à noite de quinta.