Piloto preso em aeroporto por abuso sexual infantil confessa crimes à polícia
Sérgio Lopes, de 62 anos, foi detido pouco antes de decolar em Congonhas; segundo a delegada, ele demonstrou "naturalidade" ao confessar



Fabio Diamante
Robinson Cerantula
O piloto Sérgio Antonio Lopes, de 62 anos, preso por suspeita de violência sexual contra crianças e adolescentes, confessou os crimes à Polícia Civil. A prisão ocorreu na manhã de segunda-feira (9), pouco antes da decolagem, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista.
Segundo a delegada Luciana Peixoto, responsável pelo caso na Delegacia de Repressão à Pedofilia, o piloto falou sobre os abusos com naturalidade, o que chamou a atenção dos investigadores.
"Como ele comete os fatos há muitos anos, ele normalizou os crimes que cometia. Ele conta com uma certa naturalidade o que acontecia e ele não vê a gravidade dos crimes”, disse a delegada.
O interrogatório formal só será realizado após a análise completa do material apreendido, principalmente do telefone celular. Já foram localizadas fotos e vídeos que, segundo a polícia, comprovam os crimes. Os aparelhos foram encaminhados para perícia técnica.
Prisão no aeroporto
A apreensão do material foi o que fundamentou a prisão temporária, realizada em pleno aeroporto. Sérgio mora em Guararema, na região metropolitana de São Paulo, e, conforme a investigação, costumava enviar mensagens e procurar as vítimas na véspera das viagens. Ele passava a noite anterior aos voos em um apartamento na capital.
A polícia também prendeu Denise Moreo, avó de duas vítimas. Segundo os investigadores, ela obrigava as meninas a enviar imagens e a manter relações com o piloto em troca de dinheiro. A mulher passou por audiência de custódia, que confirmou a prisão temporária.
Já a mãe de uma das vítimas teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira (11). Ela havia sido detida em flagrante após a polícia encontrar material ilegal durante uma busca em sua residência.
Vítimas e exploração
Até o momento, sete vítimas foram identificadas. Todas têm em comum uma situação de vulnerabilidade social. Segundo a delegada, o piloto pagava valores em dinheiro por imagens e encontros, além de oferecer presentes e outros benefícios.
“Você tira a infância de várias crianças”, afirmou a delegada, destacando o impacto psicológico e social da exploração.
O piloto é casado e tem quatro filhos adultos. De acordo com a polícia, a esposa ficou em estado de choque ao saber o motivo da prisão, ocorrida na mesma delegacia onde o marido confessou os crimes.









