Polícia

PF faz operação contra tráfico internacional de animais e cumpre prisões em cinco estados

Grupo investigado seria responsável por capturar animais na natureza, manter em cativeiro e comercializá-los para fora do país

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Família de mico-leões-dourados | Divulgação/Andreia Martins/AMLD

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (12) a Operação Extinção Zero contra um esquema com atuação internacional suspeito de traficar animais silvestres ameaçados de extinção. Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão em cinco estados do país.

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Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia. As ordens estão sendo executadas nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará.

De acordo com as investigações da PF, o grupo investigado seria responsável por capturar animais na natureza, manter em cativeiro e comercializá-los ou enviá-los para fora do país. Entre os alvos do esquema estariam animais brasileiros ameaçadas de extinção e muito valorizados no mercado ilegal.

A investigação teve início após um caso registrado em fevereiro de 2024, quando autoridades apreenderam, no Togo, um veleiro de origem brasileira que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear. Segundo a Polícia Federal, os animais teriam sido retirados do Brasil com documentos da convenção internacional CITES considerados irregulares.

Durante a apuração, os investigadores identificaram que a organização funcionava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre integrantes responsáveis pela captura dos animais, financiamento das operações, intermediação das vendas e recepção dos espécimes no destino final.

Ainda segundo a PF, os suspeitos utilizavam drones, armas de fogo, contas bancárias em nome de terceiros e aplicativos de mensagens com criptografia para tentar esconder a movimentação do grupo e dificultar o rastreamento das atividades.

Outro ponto identificado durante as investigações indica que, no último ano, integrantes do esquema teriam planejado capturar ararinhas-azuis mantidas em um criadouro conservacionista ligado ao programa de reintrodução da espécie no município de Curaçá, na Bahia.

A operação conta com apoio do Ibama e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, responsáveis por receber os animais resgatados, realizar avaliações veterinárias e encaminhá-los para reabilitação antes da possível reintegração à natureza.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais, além de outros delitos que ainda poderão ser identificados no decorrer das apurações.

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