PMs são presos no Rio suspeitos de vender drogas e armas apreendidas
Segundo o MPRJ, os três atuavam em batalhões diferentes, mas se uniam para cometer os crimes
Bruna Carvalho
com informações do SBT Rio
Três policiais militares foram presos no Rio de Janeiro nesta terça-feira (7), suspeitos de integrar um esquema de corrupção que envolvia a venda de drogas, armas e cargas roubadas apreendidas em operações.
A investigação é conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e aponta ligação dos agentes com criminosos.
Foram presos três sargentos: Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa. Segundo o MPRJ, os três atuavam em batalhões diferentes, mas se uniam para cometer os crimes.
De acordo com as investigações, os policiais desviavam materiais apreendidos em operações e os revendiam a criminosos. Entre os itens negociados estavam drogas, como maconha, armas de fogo e cargas roubadas.
Em uma das conversas interceptadas, os suspeitos teriam negociado a venda de 140 quilos de maconha.
Lucro dos negócios
De acordo com a denúncia, Ricardo intermediou a venda da droga por cerca de R$ 700 o quilo, garantindo uma comissão de aproximadamente R$ 8 mil.
As mensagens também indicam divisão de lucros em outros crimes, como o roubo de uma carga de refrigerantes avaliada em R$ 170 mil, que seria vendida por R$ 100 mil.
Conversas obtidas na investigação indicam que armas apreendidas não eram entregues à polícia, mas desviadas para o grupo.
As mensagens foram encontradas durante uma investigação iniciada em 2022 sobre a atuação de uma milícia na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense.
Segundo os promotores, os policiais chegaram a usar armários do setor de inteligência do batalhão para esconder armas desviadas.
Durante o cumprimento dos mandados, agentes encontraram com um dos suspeitos: uma pistola, munições, maconha, frascos de loló e cerca de R$ 5 mil em dinheiro
Os três sargentos vão responder por associação criminosa e peculato. A Corregedoria da Polícia Militar informou que abriu procedimento administrativo para investigar a conduta dos agentes.
O Ministério Público apura se há mais policiais ou integrantes de facções criminosas envolvidos no esquema.
Segundo os investigadores, ainda não está claro se os suspeitos atuavam vinculados a grupos específicos ou se vendiam os materiais para quem pagasse mais.
*Colaborou Antonio Souza









