Operação mira grupo investigado há quase dois anos no RJ
Investigação apontou atuação de facção ligada ao tráfico de drogas no Morro Santa Marta, em Botafogo


Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro | Reprodução PCRJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta terça-feira (23), uma operação contra uma facção investigada por tráfico de drogas no Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul da capital. A ação é resultado de uma investigação que durou cerca de 22 meses e identificou 44 suspeitos ligados ao grupo.
Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), as apurações apontaram que a organização mantinha uma estrutura voltada à venda de drogas na comunidade. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela 26ª Vara Criminal da Capital.
De acordo com a investigação, Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como "Mexicano", seria o principal responsável pela coordenação das atividades do grupo no Morro Santa Marta. A polícia afirma que ele atuava na organização da venda de drogas e na distribuição de funções entre os integrantes da facção.
As investigações também apontaram que o grupo continuava recebendo influência de Ronaldo Pinto Lima e Silva, conhecido como "Ronaldinho Tabajara" ou "R9", mesmo após sua transferência para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Ao longo das apurações, os agentes realizaram monitoramentos, investigações de campo e cruzamento de dados para identificar a estrutura da organização. Segundo a DRE, foram identificados 44 integrantes, incluindo suspeitos apontados como gerentes, seguranças armados, responsáveis pela venda de drogas e vigilantes dos acessos à comunidade.
Durante a ação, moradores relataram tiros na região. Um passageiro de ônibus foi atingido e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto. Segundo informações preliminares, ele passa bem.
A Polícia Civil informou que a operação busca cumprir os mandados expedidos pela Justiça e reunir novas informações para o avanço das investigações. As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e analisar o material recolhido durante a ação.















