Polícia

Nova força armada da Guarda Municipal começa a atuar contra roubos no Rio

Divisão de Elite da GM-Rio terá 600 agentes armados, câmeras corporais e atuação focada em áreas com mais furtos e assaltos

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou oficialmente a Divisão de Elite da Guarda Municipal, nova força armada que vai atuar no combate direto a roubos e furtos em áreas estratégicas da cidade. A tropa, formada por 600 agentes, começa a patrulhar as ruas a partir de março.

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A nova força, chamada de Força Municipal, é vinculada à Guarda Municipal do Rio e foi criada para reforçar o policiamento preventivo e ostensivo. O treinamento dos agentes foi realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com foco em abordagem, uso progressivo da força e patrulhamento urbano.

Segundo a prefeitura, o patrulhamento será concentrado em três regiões estratégicas da cidade: zona sul (Leblon), zona norte (Piedade) e zona oeste (Campo Grande). Ao todo, 118 viaturas — entre carros, motos e vans — vão circular nessas áreas, além de patrulhamento a pé feito por duplas ou trios.

Os agentes da Divisão de Elite vão trabalhar com armas de fogo e equipamentos de menor potencial ofensivo, como: tasers, spray de pimenta, tonfas e gás lacrimogêneo. Durante a apresentação da força, foram entregues 1.500 pistolas Glock, além de uniformes táticos e equipamentos operacionais.

A tecnologia será uma das principais aliadas da nova força. Os agentes vão usar câmeras corporais que não podem ser desligadas, além de rádios integrados. Todo o patrulhamento será monitorado em tempo real pelo Centro de Operações e Resiliência (COR).

O modelo de atuação é inspirado em políticas de segurança adotadas em Nova York, segundo a prefeitura.

A nova força não substitui a Polícia Militar. De acordo com o diretor-geral da Divisão de Elite da GM, Brenno Carnevale, a atuação será complementar às forças estaduais.

"Ela não tem o papel de substituir a polícia. É um trabalho de auxílio, de complemento, para permitir que policiais militares se dediquem a problemas mais complexos", afirmou.

Para o especialista em segurança pública da UFF, Lenin Pires, o sucesso da nova força depende da integração com as polícias já existentes e da fiscalização constante do uso da força.

"O desafio não está apenas no treinamento, mas na construção de uma tradição política de integração e no controle do uso excessivo da força", avaliou.

Moradores ouvidos pela reportagem afirmam que a presença de mais agentes nas ruas gera expectativa de melhora na segurança, mas também preocupação.

"Tudo que vier para ajudar na segurança é bem-vindo", disse um morador.
"Mais gente armada me preocupa, mas espero que funcione", afirmou outro.

A criação da Divisão de Elite ocorre em um momento de alta sensação de insegurança na cidade. A promessa é de mais presença nas ruas e resposta rápida aos crimes de oportunidade, como roubos e furtos — mas os resultados práticos ainda serão colocados à prova.

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