Chacina em bar de Nova Iguaçu (RJ) deixa seis mortos; polícia investiga ação de milicianos
Pelo menos cinco homens encapuzados chegaram em um carro e abriram fogo contra clientes que estavam sentados às mesas
S
SBT Brasil
Seis pessoas foram mortas em um ataque a tiros em um bar de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite de domingo (8). Segundo a polícia, pelo menos cinco homens encapuzados chegaram em um carro e abriram fogo contra clientes que estavam sentados às mesas. Duas mulheres que passavam pela rua também foram atingidas.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O crime aconteceu por volta das 22h30, na Rua Geni Saraiva, no bairro Cerâmica. O bar estava cheio no momento do ataque. Testemunhas relataram mais de 20 disparos, que atingiram paredes, porta do estabelecimento, degraus e até o portão de uma casa vizinha.
Moradores afirmam que o tiroteio causou pânico na região.
"Foi muito tiro mesmo, todo mundo ficou em choque, contou um morador, que não quis se identificar.
Cinco homens morreram no local. Entre eles estão: Fagner Ribeiro de Paiva, de 42 anos; Júlio César Ornelas, de 53 anos, filho do dono de um jornal de Nova Iguaçu; Ramon Nunes, de 21 anos; Lucas Omena Oliveira, de 31 anos; e Flávio Alves, de 58 anos.
Duas mulheres também foram baleadas. Ana Cristina dos Santos, de 56 anos, chegou a ser internada e passou por cirurgia, mas morreu na madrugada desta segunda-feira (9). Jéssica Lorena Sampaio, de 34 anos, esposa de uma das vítimas, foi atingida na perna, recebeu atendimento médico e teve alta.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso e não descarta nenhuma hipótese. Uma das principais linhas de apuração aponta para o envolvimento de milicianos.
Segundo testemunhas, apenas uma das vítimas seria o alvo principal dos criminosos. Fagner Ribeiro de Paiva mantinha um serviço de transporte alternativo, o que pode ter contrariado interesses da milícia que atua na região.
Em 2013, um irmão de Júlio César Ornelas foi assassinado com mais de 40 tiros. Na época, a investigação apontou que ele combatia a expansão das atividades de milicianos em Nova Iguaçu.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que o número de homicídios em Nova Iguaçu aumentou 31% em um ano. Em 2025, foram registrados 228 assassinatos, contra 174 no ano anterior.
Chacina em bar de Nova Iguaçu (RJ) deixa seis mortos; polícia investiga ação de milicianosPelo menos cinco homens encapuzados chegaram em um carro e abriram fogo contra clientes que estavam sentados às mesasCidades2026-02-10T02:43:21.433ZSeis pessoas foram mortas em um ataque a tiros em um bar de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite de domingo (8). Segundo a polícia, pelo menos cinco homens encapuzados chegaram em um carro e abriram fogo contra clientes que estavam sentados às mesas. Duas mulheres que passavam pela rua também foram atingidas. O crime aconteceu por volta das 22h30, na Rua Geni Saraiva, no bairro Cerâmica. O bar estava cheio no momento do ataque. Testemunhas relataram mais de 20 disparos, que atingiram paredes, porta do estabelecimento, degraus e até o portão de uma casa vizinha. Moradores afirmam que o tiroteio causou pânico na região. "Foi muito tiro mesmo, todo mundo ficou em choque, contou um morador, que não quis se identificar. Cinco homens morreram no local. Entre eles estão: Fagner Ribeiro de Paiva, de 42 anos; Júlio César Ornelas, de 53 anos, filho do dono de um jornal de Nova Iguaçu; Ramon Nunes, de 21 anos; Lucas Omena Oliveira, de 31 anos; e Flávio Alves, de 58 anos. Duas mulheres também foram baleadas. Ana Cristina dos Santos, de 56 anos, chegou a ser internada e passou por cirurgia, mas morreu na madrugada desta segunda-feira (9). Jéssica Lorena Sampaio, de 34 anos, esposa de uma das vítimas, foi atingida na perna, recebeu atendimento médico e teve alta. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso e não descarta nenhuma hipótese. Uma das principais linhas de apuração aponta para o envolvimento de milicianos. Segundo testemunhas, apenas uma das vítimas seria o alvo principal dos criminosos. Fagner Ribeiro de Paiva mantinha um serviço de transporte alternativo, o que pode ter contrariado interesses da milícia que atua na região. Em 2013, um irmão de Júlio César Ornelas foi assassinado com mais de 40 tiros. Na época, a investigação apontou que ele combatia a expansão das atividades de milicianos em Nova Iguaçu. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que o número de homicídios em Nova Iguaçu aumentou 31% em um ano. Em 2025, foram registrados 228 assassinatos, contra 174 no ano anterior.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/chacina-em-bar-de-nova-iguacu-deixa-seis-mortos-policia-investiga-acao-de-milicianos