Confrontos entre torcidas do Ceará e do Fortaleza prendem mais de 350 pessoas
Brigas antes de clássico no Castelão resultaram em 241 adultos presos e 116 adolescentes apreendidos; polícia aponta ação previamente organizada
SBT Brasil
Mais de 350 pessoas foram detidas neste domingo (9) após confrontos entre torcedores do Ceará e do Fortaleza, em Fortaleza. As brigas ocorreram antes do clássico e se espalharam pelo entorno da Arena Castelão e por diversos bairros da capital cearense. +Prefeitura de SP inicia processo para cassar licença de academia por intoxicação em piscina
A ação resultou em 357 flagrantes relacionados às brigas entre torcedores. Ao todo, 241 adultos foram presos e 116 adolescentes apreendidos. Uma das consequências foi a grande aglomeração registrada nesta segunda-feira no entorno da Vara Única de Audiências de Custódia.
Familiares e advogados acompanharam os procedimentos judiciais envolvendo os torcedores detidos.
Os adultos foram autuados pelos crimes de lesão corporal, associação criminosa, desobediência, corrupção de menores e tumulto, infração prevista na Lei Geral do Esporte.
Já os adolescentes responderão por atos infracionais análogos aos crimes de lesão corporal, integração em organização criminosa, dano ao patrimônio e briga entre torcidas.
Durante as ações, a polícia apreendeu artefatos explosivos, socos ingleses, ripas de madeira, telefones celulares, entorpecentes e outros materiais ilícitos.
As investigações apontam que os confrontos foram combinados previamente pelas redes sociais. Segundo o delegado Ricardo Pinheiro, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado, o planejamento foi identificado com antecedência.
“Foi identificado pela nossa inteligência, da Secretaria da Segurança Pública, as torcidas organizadas fazendo um chamamento para esse confronto. Foi uma situação previamente organizada”, afirmou.
Entre os representantes legais dos torcedores detidos, o principal argumento é a ausência de individualização das condutas nos confrontos coletivos. O advogado Roberto Castelo defendeu a análise caso a caso.
“Primeiramente, precisamos analisar de forma individualizada cada conduta, do que cada um está sendo acusado. É muito importante ter essa informação no processo”, disse.









