Política

Diretor jurídico do BRB renuncia ao cargo em meio a investigação que envolve Banco Master

Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo deixará a diretoria jurídica no sábado (14), segundo comunicado oficial

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Agência do BRB | Divulgação
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O Banco de Brasília (BRB) anunciou nesta segunda-feira (9) a renúncia do diretor jurídico Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo. De acordo com o comunicado, o executivo deixará o cargo no próximo sábado (14).

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Segundo o documento divulgado pelo BRB, a saída foi formalizada por meio de renúncia apresentada pelo próprio diretor. O banco não informou, até o momento, quem assumirá a função nem se haverá um substituto interino. A instituição não detalhou os motivos da renúncia.

A saída do diretor acontece em meio a um inquérito instaurado pela Polícia Federal (PF) sobre o caso que averigua irregularidades no Banco Master. A investigação apura suspeita de gestão fraudulenta do banco.

O BRB tentou comprar o Banco Master, plano que foi rejeitado pelo Banco Central (BC) no ano passado.

O grupo liderado por Daniel Vorcaro possuía quase 15% do BRB até meados de janeiro. Na prática, o banqueiro e seus aliados eram alguns dos principais acionistas do banco, com quem negociavam carteiras podres, segundo investigação da PF.

Uma auditoria externa, realizada a pedido da nova diretoria do banco, aponta que Vorcaro, o ex-sócio do Master Maurício Quadrado e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, teriam comprado ações do banco.

BRB propõe ao BC empréstimos, fundo imobiliário para cobrir rombo

Na última sexta-feira (6), o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, entregou ao Banco Central (BC) um plano para recompor o capital da instituição após os prejuízos bilionários deixados pela liquidação do Banco Master, em novembro do ano passado.

O SBT News apurou que a ação envolve quatro eixos em um período de até 6 meses. São eles:

  1. Empréstimos com bancos privados;
  2. Estruturação de um Fundo de Investimento Imobiliário com posses do governo do Distrito Federal, controlador do BRB;
  3. Empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), gerido pelos próprios bancos;

4. Solução de mercado, com a venda das carteiras do Master.

Ao menos quatro instituições já teriam manifestado interesse nessa última solução, com uma delas bem encaminhada.

O BRB destacou em nota que o aporte total só será definido após o fim das investigações em curso para averiguar o tamanho do rombo no BRB. Também reafirmou ter compromisso “com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades".

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