PF abre inquérito para investigar BRB no caso Master
O BRB tentou comprar o Banco Master, plano que foi rejeitado pelo Banco Central no ano passado

Anita Prado
A Polícia Federal (PF) abriu um novo inquérito para apurar a suspeita de gestão fraudulenta do BRB (Banco Regional de Brasília). O BRB tentou comprar o Banco Master, plano que foi rejeitado pelo Banco Central (BC) no ano passado.
A investigação ficará com Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já é relator do caso envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.
Em depoimento à PF no dia 30 de dezembro, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, já havia afirmado que o BRB deveria ter identificado a fraude nas carteiras de crédito do Master compradas pela instituição.
"Como auditor de carreira, aplicando técnicas, eu tenho certeza que a governança do BRB deveria ter identificado [a fraude]. Não tenho dúvidas disso. Aplicando-se técnicas é possível a identificação da existência ou não dos créditos. A falha da governança do BRB (...) E é tanto que o time da supervisão inquiriu muito o BRB, em vários ofícios, que a gente chama de requisições de auditoria, acerca da geração dos créditos", afirmou Aquino.
O Supremo Tribunal Federal apura uma suposta operação de vendas de carteiras de crédito falsificadas do Master para o BRB. O caso é conduzido pelo gabinete do ministro Dias Toffoli.
O diretor de fiscalização do BC também disse à PF que tinha o dever de informar ao Ministério Público os indícios de fraude mesmo sem instauração ou conclusão de processo administrativo sobre o Master.
"A comunicação feita ao Ministério Público é um dever de ofício que está na Lei Complementar 105, artigo 9º. A propositura do processo administrativo sancionador, eu tenho até 5 anos para a propositura. (...) Nós privilegiamos primeiro a comunicação ao Ministério Público dos fatos, dos indícios — que nós comunicamos indícios, obviamente o Ministério Público é quem toma a decisão", declarou.








