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Cuba avisa falta de combustível de aviação e risco de interrupção de voos

Aviso oficial a companhias aéreas indica falta do 'Jet A-1' entre 10 de fevereiro e 11 de março, em meio à crise energética agravada por restrições dos EUA

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Avião em aeroporto de Cuba | Foto: reprodução/Rueters
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O governo de Cuba alertou nesta segunda-feira (9) as companhias aéreas internacionais de que o combustível de aviação (Jet A-1) não estará disponível no país a partir de terça-feira (10), em mais um sinal do agravamento da crise energética na ilha caribenha.

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De acordo com um aviso internacional à aviação (NOTAM) emitido no domingo (8), o fornecimento de combustível de aviação ficará suspenso de 10 de fevereiro até pelo menos 11 de março em todos os nove aeroportos internacionais de Cuba, incluindo o Aeroporto Internacional José Martí, em Havana.

A medida surpreende o setor aéreo, que inicialmente havia sido informado de que o novo plano de racionamento de combustível, anunciado na sexta-feira passada, não afetaria as operações de voos.

Cuba tem enfrentado uma crise energética profunda, agravada pelo corte do fornecimento de petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor de combustíveis, desde meados de dezembro. As restrições decorrem de sanções dos Estados Unidos e ameaças de tarifas contra países que continuem a fornecer petróleo à ilha.

A falta de combustível para aviação já está afetando a operação de algumas companhias. A Air Canada anunciou a suspensão temporária de seus voos para Cuba, com planos de realizar voos de repatriação para retornar cerca de 3.000 passageiros ao Canadá. Outras companhias, como Air Europa e Iberia, têm adotado estratégias de reabastecimento em países vizinhos, como República Dominicana, para manter seus serviços.

Especialistas em aviação alertam que a ausência de Jet A-1 nos aeroportos pode obrigar aeronaves a levar combustível adicional ou fazer paradas técnicas em outros países antes de pousar em Cuba ou continuar suas rotas.

Até o momento, a maioria das grandes empresas aéreas que operam voos para Cuba não se pronunciou oficialmente sobre ajustes de cronograma ou cancelamentos programados, embora as mudanças já estejam sendo planejadas.

O impacto da crise de combustível vai além da aviação: Cuba enfrenta cortes mais amplos nos serviços públicos e na economia, enquanto autoridades buscam maneiras de mitigar a escassez em setores essenciai

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