MPF denuncia chileno por ataques discriminatórios em voo
Germán Andrés Naranjo deve responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo, injúria racial, ameaça, desacato e resistência à prisão

Germán Andrés Naranjo, chileno denunciado pelo MPF | Foto: Reprodução/Redes sociais
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta quarta-feira (3), um cidadão chileno acusado de colocar em risco a segurança de passageiros e tripulantes de um avião, além de proferir insultos racistas, xenofóbicos e homofóbicos contra funcionários da Latam e ofender policiais no Aeroporto de Guarulhos (SP).
Germán Andrés Naranjo, um executivo de 51 anos, preso preventivamente desde o último dia 15, deve responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo, injúria racial, ameaça, desacato e resistência à prisão contra agentes da Polícia Federal (PF) que o abordaram.
O primeiro episódio ocorreu na madrugada de 11 de maio, durante um voo com destino a Frankfurt, na Alemanha. Enquanto a aeronave sobrevoava Fortaleza, Germán tentou forçar a abertura de uma das saídas de emergência. Contido pela tripulação, passou então a proferir, em espanhol, uma série de ofensas discriminatórias.
A um dos funcionários, Germán se dirigiu chamando-o de "gay", em tom pejorativo, e de "mono" ("macaco"), acompanhado de gestos que imitavam o animal. Ele também fez comentários ofensivos sobre a cor da pele de um tripulante e afirmou que ele tinha "cheiro de brasileiro". As ofensas foram registradas em vídeo.
O caso foi comunicado à PF, que solicitou a prisão de Germán com anuência do MPF. A Justiça Federal acolheu o pedido e expediu o mandado de prisão preventiva, cumprido no dia 15, quando o suspeito desembarcou novamente no Aeroporto de Guarulhos vindo do exterior.
Na ocasião, Germán estava na sala VIP da Latam no aeroporto, onde, momentos antes, havia feito novos insultos de cunho racista contra copeiras e uma auxiliar de limpeza que trabalhavam no local. Durante a abordagem, os agentes foram desacatados e precisaram usar algemas. No trajeto até a delegacia, o suspeito ainda teria ameaçado os policiais de morte.
A defesa de Germán protocolou um pedido à Justiça Federal para avaliação do estado clínico e mental de seu cliente. Segundo o advogado Carlos Kauffmann, ele realiza tratamento psiquiátrico há mais de 13 anos, tem histórico de internações e faz uso contínuo de medicamentos controlados.
Em nota, a Latam afirmou que repudia qualquer forma de discriminação e violência. A empresa informou ainda que oferece acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário envolvido no caso.















