Polícia

Chileno é preso em Guarulhos após ofensas racistas em voo; defesa pede avaliação psiquiátrica

Estrangeiro é acusado de racismo, homofobia e xenofobia contra tripulantes da Latam; defesa afirma que ele faz tratamento psiquiátrico

Está preso no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos o cidadão chileno acusado de fazer comentários racistas, homofóbicos e xenofóbicos durante um voo da Latam, no dia 10 de maio, que seguia para Frankfurt, na Alemanha.

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O homem foi localizado e preso ao retornar ao Brasil, e a prisão preventiva foi decretada pela Justiça Federal.

Imagens gravadas por um funcionário da companhia aérea em 10 de maio mostram o momento em que o passageiro faz ofensas contra tripulantes. Segundo relatos, a confusão começou após o homem tentar abrir a porta da aeronave e ser impedido pela equipe de bordo.

Após a intervenção, ele teria se exaltado, se recusado a obedecer orientações da tripulação e iniciado uma sequência de insultos.

De acordo com os relatos, o chileno chamou um funcionário de "gay" em tom ofensivo, afirmou que isso seria um problema e passou a fazer comentários preconceituosos sobre a aparência e a nacionalidade do tripulante. Ainda segundo a investigação, o passageiro também chamou o funcionário de "macaco" e imitou o animal.

A Polícia Federal instaurou procedimento investigativo que resultou na prisão preventiva do estrangeiro. Ele passou por audiência de custódia, teve a prisão mantida pela Justiça e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, onde permanece à disposição judicial.

Em nota, a Latam afirmou que repudia qualquer forma de discriminação e violência.

A companhia informou ainda que oferece acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário envolvido no caso.

Defesa pede avalição psiquiátrica

A defesa de Germán Andrés Naranjo Maldini protocolou pedido à Justiça Federal para avaliação do estado clínico e mental do estrangeiro.

Segundo o advogado Carlos Kauffmann, Germán realiza tratamento psiquiátrico há mais de 13 anos, possui histórico de internações e faz uso contínuo de medicamentos controlados.

Veja a nota na íntegra “Estivemos com o Germán hoje, e ele fez uma declaração na qual ele reconhece que, por força de tratamento psiquiátrico, o qual ele é submetido há mais de 13 anos, já tendo sido internado por essas questões, remédios que está tomando, ele não sabe o que aconteceu. Não tem noção do que houve. Está extremamente triste, consternado, envergonhado com tudo isso, e pede desculpas públicas a todos os brasileiros, em especial, ao tripulante Bruno, que se sentiu ofendido, dizendo que essa conduta é incompatível com a sua vida, com o seu histórico, e que jamais, jamais, poderia fazer algo nesse sentido de maneira consciente, de maneira intencional. Neste sentido, o que o Herman precisa é de tratamento. Ele toma medicamento, medicamento controlado, e certamente ele busca tratamento para que ele possa se recompor. Peticionamos hoje à Justiça Federal para trazer dados e fatos até então desconhecidos, no sentido de que Herman precisa de tratamento médico, que já foi internado, toma medicação de uso controlado e é indispensável que seja avaliada a sua condição, o seu estado mental, ainda que esteja preso”.

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