Morte de delator do PCC: SSP oferece R$ 50 mil por informações sobre envolvido no crime
Kauê do Amaral Coelho, de 29 anos, foi identificado com um dos autores do homicídio a partir de imagens de câmeras de segurança
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Emanuelle Menezes
19/11/2024, 14:37 • Atualizado em 20/11/2024, 00:49
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Kauê do Amaral Coelho é considerado foragido | Divulgação/SSP-SP
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De acordo com o secretário Guilherme Derrite, Kauê foi identificado com um dos autores do homicídio a partir de imagens de câmeras de segurança do saguão do Terminal 2 do aeroporto. As cenas, segundo a pasta, comprovam detalhes da participação dele no assassinato.
"O suspeito, que foi preso em 2022 por tráfico de drogas, ficou circulando pelo saguão do aeroporto. Assim que viu a vítima seguindo em direção ao desembarque, sinalizou aos atiradores que aguardavam na área de externa em um carro", informou a SSP.
Secretaria de Segurança Pública de SP divulgou imagem do suspeito no saguão do Aeroporto de Guarulhos | Divulgação/SSP-SP
Ainda segundo Derrite, Kauê seria membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele teria ameaçado um guarda de trânsito, dizendo que fazia parte da facção criminosa, durante uma abordagem – há um boletim de ocorrência de desacato registrado contra o suspeito com essa informação.
Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizaram hoje uma operação para tentar prender Kauê. Policiais fizeram buscas em endereços relacionados ao suspeito, a maioria na zona norte de São Paulo, mas ele não foi encontrado e é considerado foragido.
As informações sobre a recompensa e o mandado de prisão foram divulgadas durante coletiva de imprensa, nesta sexta:
O assassinato
As investigações iniciais apontam para uma possível ordem do PCC para matar o empresário. Em dezembro de 2021, Gritzbach ordenou a morte de Anselmo Santa Fausta e do motorista Antônio Corona Neto, o "Sem Sangue", em uma emboscada no Tatuapé, na zona leste de São Paulo.
O crime teria acontecido depois do traficante do PCC ter entregue R$ 40 milhões ao empresário para que fossem investidos em criptomoedas. Após o investimento não dar certo e Anselmo perder o dinheiro, o líder do PCC fez diversas ameaças a Gritzbach. Em resposta, ele teria encomendado a morte do traficante com um pistoleiro, identificado como Noé Alves.
Cerca de 20 dias depois dos assassinatos, o responsável pelas mortes de "Cara Preta" e "Sem Sangue" foi executado pelo PCC. A facção deixou um bilhete ao lado do corpo de Noé – que foi esquartejado e teve a cabeça jogada no local da morte dos traficantes.
Após o crime, Antônio Vinicius Gritzbach foi preso diversas vezes, até ser solto definitivamente em 7 de junho de 2023, quando ganhou liberdade condicional. Em junho deste ano, Gritzbach – que atuava como lavador de dinheiro da facção – fez um acordo de delação premiada com a Justiça em troca de redução de pena e revelou esquemas de lavagem de dinheiro do PCC.
Antônio Vinicius Gritzbach delatou esquema do PCC | Reprodução
Policiais afastados
Policiais civis denunciados por corrupção na delação de Gritzbach foram afastados do trabalho operacional, na última quarta-feira (13), pela força-tarefa que investiga a execução. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que afirmou, em nota, que os agentes "foram afastados das atividades operacionais para funções administrativas".
Morte de delator do PCC: SSP oferece R$ 50 mil por informações sobre envolvido no crimeKauê do Amaral Coelho, de 29 anos, foi identificado com um dos autores do homicídio a partir de imagens de câmeras de segurançaCidades2024-11-19T14:37:24.510ZA Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (19), uma recompensa de R$ 50 mil para quem tiver informações sobre o primeiro suspeito identificado como envolvido no , ocorrido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Kauê do Amaral Coelho, de 29 anos, teve a na sexta-feira (15) e é considerado foragido. De acordo com o secretário Guilherme Derrite, Kauê foi identificado com um dos autores do homicídio a partir de imagens de câmeras de segurança do saguão do Terminal 2 do aeroporto. As cenas, segundo a pasta, comprovam detalhes da participação dele no assassinato. "O suspeito, que foi preso em 2022 por tráfico de drogas, ficou circulando pelo saguão do aeroporto. Assim que viu a vítima seguindo em direção ao desembarque, sinalizou aos atiradores que aguardavam na área de externa em um carro", informou a SSP. Ainda segundo Derrite, Kauê seria membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele teria ameaçado um guarda de trânsito, dizendo que fazia parte da facção criminosa, durante uma abordagem – há um boletim de ocorrência de desacato registrado contra o suspeito com essa informação. Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizaram hoje uma operação para tentar prender Kauê. Policiais fizeram buscas em endereços relacionados ao suspeito, a maioria na zona norte de São Paulo, mas ele não foi encontrado e é considerado foragido. As informações sobre a recompensa e o mandado de prisão foram divulgadas durante coletiva de imprensa, nesta sexta: O assassinato As investigações iniciais apontam para uma possível ordem do PCC para matar o empresário. Em dezembro de 2021, Gritzbach ordenou a morte de Anselmo Santa Fausta e do motorista Antônio Corona Neto, o "Sem Sangue", em uma emboscada no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O crime teria acontecido depois do traficante do PCC ter entregue R$ 40 milhões ao empresário para que fossem investidos em criptomoedas. Após o investimento não dar certo e Anselmo perder o dinheiro, o líder do PCC fez diversas ameaças a Gritzbach. Em resposta, ele teria encomendado a morte do traficante com um pistoleiro, identificado como Noé Alves. Cerca de 20 dias depois dos assassinatos, o responsável pelas mortes de "Cara Preta" e "Sem Sangue" foi executado pelo PCC. A facção deixou um bilhete ao lado do corpo de Noé – que foi esquartejado e teve a cabeça jogada no local da morte dos traficantes. Após o crime, Antônio Vinicius Gritzbach foi preso diversas vezes, até ser solto definitivamente em 7 de junho de 2023, quando ganhou liberdade condicional. Em junho deste ano, Gritzbach – que atuava como lavador de dinheiro da facção – fez um acordo de delação premiada com a Justiça em troca de redução de pena e revelou esquemas de lavagem de dinheiro do PCC. Policiais afastados do trabalho operacional, na última quarta-feira (13), pela força-tarefa que investiga a execução. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que afirmou, em nota, que os agentes "foram afastados das atividades operacionais para funções administrativas". Além disso, foram afastados enquanto a força-tarefa prossegue nas investigações.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/morte-de-delator-do-pcc-ssp-oferece-r-50-mil-por-informacoes-sobre-envolvido-no-crime