Laudo aponta que crianças não foram envenenadas com cajus no Piauí; vizinha será solta
Outras 4 pessoas da mesma família, incluindo a mãe dos meninos, foram mortas por envenenamento 5 meses depois; padrasto da mulher é o principal suspeito
E
C
Emanuelle Menezes, com informações da TV Cidade Verde
Ulisses Gabriel e João Miguel morreram em agosto de 2024 | Reprodução
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O resultado provocou uma reviravolta no caso, já que a Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público Estadual e determinou a soltura da vizinha da família, Lucélia Maria da Conceição, de 53 anos. Ela foi presa e apontada como suspeita de ter dado as sacolas com cajus, supostamente envenenados, aos dois meninos. Na casa dela, a perícia encontrou substância semelhante a utilizada no envenenamento das crianças.
A decisão é da juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal de Parnaíba. O advogado de defesa da mulher, Sammai Cavalcante, afirmou que a prisão foi baseada em provas rasas.
"Desde o início estamos defendendo a negativa de autoria e o laudo definitivo mostra a cristalina inocência dela, mostrando que os cajus não foram envenenados. Ela foi presa com prova subjetiva, circunstancial, com informações rasas", disse.
Vizinha foi presa em agosto de 2024 e deve ser solta | Divulgação/SSP-PI
O delegado-geral da Polícia Civil, Lucy Keyko, confirmou que o laudo do Instituto de Criminalística não encontrou o veneno nas frutas. Com essa nova informação, não se sabe com qual alimento eles teriam sido envenenados. "Os cajus foram enviados para exames periciais e no exame não havia essa substância toxicológica", disse Keyko.
O Instituto de Criminalística realizou inicialmente exames nos corpos dos dois irmãos, que apontou a presença do terbufós, substância química usada como pesticida e mais nociva que o chumbinho. Faltava o exame nos cajus, que saiu cinco meses após a morte dos garotos.
Igno Davi, Maria Lauane, Manoel Leandro e Francisca Maria morreram envenenados | Reprodução
Outras quatro pessoas foram encaminhadas ao hospital após comerem o baião de dois envenenado, no dia 1º de janeiro. Três já receberam alta e uma menina, de 4 anos, permanece internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
No dia do crime, Francisco chegou a ser internado alegando ter ingerido a comida envenenada junto com as outras oito pessoas. Ele foi liberado no mesmo dia. De acordo com os investigadores, o padrasto tinha uma relação tumultuada com Francisca Maria e com os outros moradores da casa onde o crime aconteceu. O homem, segundo o delegado Abimael Silva, tinha "nojo" e "raiva" da enteada e acreditava que ela era uma "criatura de mente vazia".
Outro possível envenenamento
O Departamento de Polícia Científica do Piauí estuda a possibilidade de exumação do corpo o ex-companheiro de Francisca Maria. O homem morreu no ano passado, antes de Ulisses Gabriel e João Miguel. Segundo o diretor-geral do departamento, Antônio Nunes, testemunhas contaram que ele apresentava sintomas como vômito e náusea.
"Uma vez que houve essa suspeição do senhor que está preso agora, que era o padrasto, e o ambiente era o mesmo, se tem conversado sobre isso. O delegado está pensando em requisitar ou não, mas para isso a gente está estudando o caso para verificar que condições foi enterrado, há quanto tempo e se há condições de se encontrar alguma coisa. Se houver. Se não houver, não fará sentido fazer exumação", afirmou o diretor.
Laudo aponta que crianças não foram envenenadas com cajus no Piauí; vizinha será soltaOutras 4 pessoas da mesma família, incluindo a mãe dos meninos, foram mortas por envenenamento 5 meses depois; padrasto da mulher é o principal suspeitoCidades2025-01-13T15:36:34.295ZO laudo da Polícia Científica do Piauí revelou que os irmãos Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos, e João Miguel da Silva, de 7 anos, não foram mortos com cajus envenenados. As crianças morreram em agosto de 2024, cinco meses antes de outras (saiba mais abaixo). O resultado provocou uma reviravolta no caso, já que a Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público Estadual e determinou a soltura da vizinha da família, Lucélia Maria da Conceição, de 53 anos. Ela foi presa e apontada como suspeita de ter dado as sacolas com cajus, supostamente envenenados, aos dois meninos. Na casa dela, a perícia encontrou substância semelhante a utilizada no envenenamento das crianças. A decisão é da juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal de Parnaíba. O advogado de defesa da mulher, Sammai Cavalcante, afirmou que a prisão foi baseada em provas rasas. "Desde o início estamos defendendo a negativa de autoria e o laudo definitivo mostra a cristalina inocência dela, mostrando que os cajus não foram envenenados. Ela foi presa com prova subjetiva, circunstancial, com informações rasas", disse. O delegado-geral da Polícia Civil, Lucy Keyko, confirmou que o laudo do Instituto de Criminalística não encontrou o veneno nas frutas. Com essa nova informação, não se sabe com qual alimento eles teriam sido envenenados. "Os cajus foram enviados para exames periciais e no exame não havia essa substância toxicológica", disse Keyko. O Instituto de Criminalística realizou inicialmente exames nos corpos dos dois irmãos, que apontou a presença do terbufós, substância química usada como pesticida e mais nociva que o chumbinho. Faltava o exame nos cajus, que saiu cinco meses após a morte dos garotos. Baião de dois envenenado Ulisses e João Miguel foram envenenados em agosto do ano passado, cerca de cinco meses antes de sua mãe, Francisca Maria da Silva, dois irmãos e um tio também morrerem intoxicados por terbufós em Parnaíba, no litoral do Piauí. O . Outras quatro pessoas foram encaminhadas ao hospital após comerem o baião de dois envenenado, no dia 1º de janeiro. Três já receberam alta e uma menina, de 4 anos, permanece internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Segundo a Polícia Civil, o . O laudo do Departamento de Polícia Científica do Piauí confirmou a presença de terbufós na comida e no estômago das vítimas. No dia do crime, Francisco chegou a ser internado alegando ter ingerido a comida envenenada junto com as outras oito pessoas. Ele foi liberado no mesmo dia. De acordo com os investigadores, o padrasto tinha uma relação tumultuada com Francisca Maria e com os outros moradores da casa onde o crime aconteceu. O homem, segundo o delegado Abimael Silva, tinha "nojo" e "raiva" da enteada e acreditava que ela era uma "criatura de mente vazia". Outro possível envenenamento O Departamento de Polícia Científica do Piauí estuda a possibilidade de exumação do corpo o ex-companheiro de Francisca Maria. O homem morreu no ano passado, antes de Ulisses Gabriel e João Miguel. Segundo o diretor-geral do departamento, Antônio Nunes, testemunhas contaram que ele apresentava sintomas como vômito e náusea. "Uma vez que houve essa suspeição do senhor que está preso agora, que era o padrasto, e o ambiente era o mesmo, se tem conversado sobre isso. O delegado está pensando em requisitar ou não, mas para isso a gente está estudando o caso para verificar que condições foi enterrado, há quanto tempo e se há condições de se encontrar alguma coisa. Se houver. Se não houver, não fará sentido fazer exumação", afirmou o diretor.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/laudo-aponta-que-criancas-nao-foram-envenenadas-com-cajus-no-piaui-vizinha-solta