Família envenenada no Piauí: "sentimento de ódio" motivou padrasto, diz delegado
Francisco de Assis Pereira da Costa foi preso nesta quarta-feira (8) como principal suspeito do crime; 4 pessoas da mesma família morreram
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SBT News, com informações da TV Cidade Verde
08/01/2025, 16:16 • Atualizado em 09/01/2025, 01:09
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Baião de dois teria sido envenenado por Francisco Pereira, segundo Polícia Civil | Reprodução
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A informação foi divulgada pelo delegado Abimael Silva, da Delegacia de Homicídios de Parnaíba, durante entrevista para a imprensa. "Os indícios convergiram para a Polícia acreditar que foi Francisco que praticou esse crime bárbaro. Há contradições em seu depoimento e ele tinha um sentimento de ódio por Francisca Maria da Silva, mãe das crianças e que também morreu envenenada", disse o delegado.
De acordo com os investigadores, o padrasto tinha uma relação tumultuada com a mulher e com os outros moradores da casa onde o crime aconteceu. Francisco, segundo o delegado, tinha "nojo" e "raiva" da enteada e acreditava que ela era uma "criatura de mente vazia".
"Esse sentimento de ódio era tão grande que mesmo com ela no leito da morte, ele não conseguia esconder isso no depoimento dele. Ele disse que quando olhava para ela sentia nojo e raiva. Isso são palavras dele no depoimento dele", completou Abimael Silva.
Na casa dele, a Polícia Civil encontrou livros, filmes e revistas sobre o nazismo, trancados em um baú. Os policiais recolheram o material junto com alimentos encontrados no local. Os alimentos serão periciados e podem indicar que Francisco fazia uma alimentação paralela a da família envenenada.
Ao ser conduzido à delegacia, Francisco declarou ser inocente. Ele afirmou que "Deus vai mostrar o culpado". "A Justiça vai mostrar o culpado, eu sou vítima. A Polícia foi lá. Não tenho nada a dizer não", afirmou ele.
Quem são as vítimas
O irmão de Francisca, Manoel Leandro da Silva, de 18 anos, e dois filhos dela, Igno Davi Silva, de 1 ano e 8 meses, e Maria Lauane Fontenele, de 3 anos, também morreram. Outra filha da mulher, uma menina de 4 anos, permanece internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Três pessoas, que também passaram mal, já receberam alta hospitalar.
Igno Davi, Maria Lauane, Manoel Leandro e Francisca Maria | Reprodução
Pesticida em baião de dois
Segundo a Polícia Civil, o baião de dois consumido havia sido contaminado com veneno para rato. O laudo do Departamento de Polícia Científica do Piauí confirmou a presença de terbufós, uma substância tóxica usada em pesticidas, no arroz consumido pela família, que foi analisado, e também no estômago de Manoel, que ingeriu o alimento.
No dia do crime, 1º de janeiro, Francisco chegou a ser internado alegando ter ingerido a comida envenenada junto com outras oito pessoas. Ele foi liberado no mesmo dia.
Pesticida foi colocado no arroz consumido pela família | Reprodução
Família envenenada no Piauí: "sentimento de ódio" motivou padrasto, diz delegadoFrancisco de Assis Pereira da Costa foi preso nesta quarta-feira (8) como principal suspeito do crime; 4 pessoas da mesma família morreramCidades2025-01-08T16:16:47.894ZFrancisco de Assis Pereira da Costa, que foi preso nesta quarta-feira (8) por suspeita de ter , cometeu o crime por ter "sentimento de ódio" pela – uma das vítimas fatais –, segundo a Polícia Civil. A informação foi divulgada pelo delegado Abimael Silva, da Delegacia de Homicídios de Parnaíba, durante entrevista para a imprensa. "Os indícios convergiram para a Polícia acreditar que foi Francisco que praticou esse crime bárbaro. Há contradições em seu depoimento e ele tinha um sentimento de ódio por Francisca Maria da Silva, mãe das crianças e que também morreu envenenada", disse o delegado. De acordo com os investigadores, o padrasto tinha uma relação tumultuada com a mulher e com os outros moradores da casa onde o crime aconteceu. Francisco, segundo o delegado, tinha "nojo" e "raiva" da enteada e acreditava que ela era uma "criatura de mente vazia". "Esse sentimento de ódio era tão grande que mesmo com ela no leito da morte, ele não conseguia esconder isso no depoimento dele. Ele disse que quando olhava para ela sentia nojo e raiva. Isso são palavras dele no depoimento dele", completou Abimael Silva. Na casa dele, a Polícia Civil encontrou livros, filmes e revistas sobre o nazismo, trancados em um baú. Os policiais recolheram o material junto com alimentos encontrados no local. Os alimentos serão periciados e podem indicar que Francisco fazia uma alimentação paralela a da família envenenada. Ao ser conduzido à delegacia, Francisco declarou ser inocente. Ele afirmou que "Deus vai mostrar o culpado". "A Justiça vai mostrar o culpado, eu sou vítima. A Polícia foi lá. Não tenho nada a dizer não", afirmou ele. Quem são as vítimas O irmão de Francisca, Manoel Leandro da Silva, de 18 anos, e dois filhos dela, Igno Davi Silva, de 1 ano e 8 meses, e Maria Lauane Fontenele, de 3 anos, também morreram. Outra filha da mulher, uma menina de 4 anos, permanece internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Três pessoas, que também passaram mal, já receberam alta hospitalar. Pesticida em baião de dois Segundo a Polícia Civil, o baião de dois consumido havia sido contaminado com veneno para rato. O laudo do Departamento de Polícia Científica do Piauí confirmou a presença de terbufós, uma substância tóxica usada em pesticidas, no arroz consumido pela família, que foi analisado, e também no estômago de Manoel, que ingeriu o alimento. No dia do crime, 1º de janeiro, Francisco chegou a ser internado alegando ter ingerido a comida envenenada junto com outras oito pessoas. Ele foi liberado no mesmo dia. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/familia-envenenada-no-piaui-sentimento-de-odio-motivou-padrasto-diz-delegado
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