Cidades

Policial é baleado e suspeito morto em operação em Paraisópolis (SP) contra roubo de celular e aliança

Ação, que ocorre em São Paulo e Brasília, é contra uma quadrilha ligada à “Mainha do Crime”; equipes cumprem mandados

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Caroline Vale, Agência SBT, SBT Manhã
16/10/2025, 11:21 • Atualizado em 16/10/2025, 16:44
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A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), realiza nesta quinta-feira (16) uma grande operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de uma quadrilha envolvida em roubos e receptação de alianças, celulares e motocicletas. Até o momento, 15 mandados de prisão foram cumpridos. Destes, quatro suspeitos já estavam presos.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a "Operação Conexões Ocultas" conta com cerca de 170 policiais e ocorre simultaneamente na capital paulista e em Brasília, com o apoio do Grupo Especial de Reação (GER) e do Serviço Aerotático (SAT). As equipes cumprem 43 mandados de busca e apreensão nas zonas Central e Sul da capital e também no Distrito Federal.

Durante o cumprimento dos mandados, um homem morreu na rua Ernest Renan, em Paraisópolis, zona sul da capital. Ele foi identificado como Guilherme Heisenberg da Silva Nogueira, conhecido como Bronx, de 22 anos.

Em entrevista ao SBT, a esposa disse que Guilherme não estava armado e que os agentes entraram na casa dela com violência: "O policial me deu dois tapas na cara e me mandou descer. Não tinha nada na casa. Eu escutei tiro e mataram ele. Ele não tinha nada", afirmou. O local foi preservado para perícia.

A polícia alega que o homem tem passagens por roubo à mão armada e era um dos alvos da operação, pois foi expedido mandado de prisão contra ele. Ele teria reagido à abordagem e baleado um policial. Os agentes reagiram e Guilherme foi morto.

Investigações

O principal foco da operação é a região da comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. As investigações tiveram origem após a prisão de “Mainha do Crime”, em março deste ano, em Paraisópolis. Ela foi presa acusada de ser líder da quadrilha que matou um ciclista no Itaim Bibi. A partir da apreensão do celular da criminosa, e da quebra de sigilo telefônico, os investigadores identificaram uma rede criminosa estruturada e especializada, baseada em Paraisópolis.

O grupo era composto por ladrões que utilizavam mochilas de entregadores por aplicativo para praticar roubos de motocicletas, em alguns casos com morte (latrocínio).

As investigações duraram oito meses, o que permitiu à polícia identificar uma estrutura compartimentada, com integrantes responsáveis por diferentes etapas dos crimes, desde o roubo até o comércio ilegal de joias.

A operação segue em andamento, e, segundo a SSP, mais detalhes serão divulgados ao longo do dia.

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