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Golpe da franquia: Polícia investiga esquema de falsa empresa de empadas no Rio

Pelo menos dez pessoas foram vítimas de fraude e desembolsaram cerca de R$ 1 milhão

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma quadrilha suspeita de enganar pessoas interessadas em abrir um negócio próprio. As vítimas investiram grandes quantias para adquirir franquias de uma suposta fábrica de empadas, mas acabaram sofrendo enormes prejuízos.

Na operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços de luxo na Barra da Tijuca e na Freguesia, zona oeste do Rio, e em Queimados, na Baixada Fluminense. A investigação começou após diversas denúncias de pessoas lesadas pelo esquema.

A marca de empadas envolvida no golpe não possui registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e nunca funcionou na sede informada no site oficial, um prédio comercial de alto padrão na Barra da Tijuca. Contratos firmados pela empresa continham informações falsas, servindo apenas para dar credibilidade aos acordos, que não eram cumpridos.

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Prejuízo de R$ 1 milhão

O principal suspeito é Luiz Mathias de Araújo, que se apresenta nas redes sociais como empreendedor e criador de conteúdo, acumulando mais de 40 mil seguidores. Ele usa frases motivacionais como "Recomeçar quantas vezes for preciso. Desistir jamais".

Segundo a polícia, pelo menos dez pessoas foram vítimas do golpe no Rio de Janeiro, desembolsando cerca de R$ 1 milhão para abrir as franquias. Algumas não receberam os produtos prometidos, enquanto outras foram despejadas de pontos comerciais endividados.

Uma das vítimas, Regina da Conceição, investiu R$ 60 mil em um quiosque em Duque de Caxias e não recebeu nada. Outro comerciante, que preferiu não se identificar, chegou a dar um automóvel como garantia e também teve prejuízo.

O delegado Ângelo Lages destacou o caso de uma vítima que pagou R$ 300 mil e, ao reclamar, recebeu cheques sem fundo.

Luiz Mathias tem um histórico criminal extenso, com 19 anotações por crimes como estelionato, ameaça, difamação e lesão corporal. Ele também teria aplicado golpes semelhantes em Goiás.

A polícia investiga ainda a participação de pelo menos outras duas pessoas no esquema, que também pode envolver os crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para localizar e responsabilizar todos os envolvidos.

Defesa

Em nota, a defesa de Luiz Mathias de Araújo repudiou as acusações e afirmou que "trará à sociedade as provas que refutam tais infundadas insinuações, de modo a manter a credibilidade que a “Cia da Empada” e seu sócio administrador sempre gozaram".

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