Polícia

Gabriel Spalone: quadrilha é presa suspeita de sequestrar influenciador acusado de fraude em SP

Cinco suspeitos são presos em SP e no RN; vítima também é investigada por golpe de R$ 146 milhões contra banco

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Cinco suspeitos de envolvimento no sequestro do influenciador e operador de criptomoedas Gabriel Spalone foram presos nesta terça-feira (7) em São Paulo e no Rio Grande do Norte.

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O caso chamou a atenção da polícia porque a própria vítima também é investigada por participação em um golpe milionário contra um banco.

O crime ocorreu em fevereiro do ano passado, em um shopping de luxo na zona sul de São Paulo. Segundo as investigações, Gabriel Spalone foi levado para um cativeiro em Santa Isabel, no interior paulista, e acabou libertado por policiais militares.

Entre os cinco detidos estão um guarda civil municipal de Indaiatuba (SP) e um empresário de Natal (RN), apontado como mandante.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, com recolhimento de carros e motos de luxo.

Durante as buscas, policiais encontraram 24 chapinhas de cabelo escondidas em um buraco na parede. A suspeita é de que os objetos funcionavam como dispositivos para armazenamento de dados digitais, possivelmente ligados ao esquema criminoso.

Por que a vítima não confirmou o sequestro?

O caso ganhou contornos incomuns porque o próprio influenciador não quis confirmar oficialmente que foi sequestrado.

Segundo a polícia, ele preferiu permanecer em silêncio por medo de represálias.

De acordo com a investigação, o sequestro teria sido uma espécie de “tribunal do crime”, prática comum em organizações criminosas.

A suspeita é de que Spalone tenha sido capturado para ser morto após desentendimentos com criminosos.

Qual a relação com o golpe milionário?

Gabriel Spalone é investigado por participação em um esquema que desviou cerca de R$ 146 milhões de um banco.

Segundo a polícia ele seria responsável por converter cerca de R$ 70 milhões em criptomoedas, parte do valor foi bloqueada pelo banco, criminosos passaram a suspeitar de desvio interno

Influenciador também responde à Justiça

Spalone já chegou a ser preso em Buenos Aires, na Argentina, e atualmente responde ao processo em liberdade no Brasil.

A defesa afirma que ele foi induzido a erro e não sabia que os valores estavam ligados a fraudes.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no sequestro e no esquema financeiro. A polícia também apura a ligação entre o caso e organizações criminosas.

Relembre o caso

No dia 23 de setembro de 2025, agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) prenderam dois suspeitos envolvidos em uma fraude de pouco mais de R$ 146,5 milhões. O principal alvo da ação foi o empresário e influenciador Gabriel Spalone, de 29 anos.

Segundo as autoridades, o golpe foi aplicado em fevereiro de 2025 contra uma instituição bancária. O grupo criminoso teria utilizado as credenciais de uma empresa prestadora de serviços para desviar transferências milionárias do banco via Pix.

O dinheiro foi distribuído em 10 contas abertas especificamente para o esquema. De acordo com a polícia, o grupo criminoso conseguiu transferir aproximadamente R$ 146.593.142,28. Parte do valor foi estornada à instituição financeira, mas ainda houve prejuízo significativo.

Durante a operação, dois suspeitos foram presos em São Paulo, e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Spalone era considerado o principal alvo da investigação.

A Justiça não informou a situação dos outros acusados no caso.

Formado em Administração pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Spalone também atua como influenciador digital e acumula mais de 800 mil seguidores em uma rede social.

Na ocasião, em nota, a defesa do empresário afirmou:

“Gabriel Spalone é um empresário idôneo e, sobretudo, inocente de todas as suspeitas de crime. Isso ficará comprovado ao final da investigação. Ele ainda não foi intimado formalmente para prestar qualquer esclarecimento nem informado sobre a existência de mandado de prisão. O empresário está à disposição da autoridade policial para colaborar com o esclarecimento dos fatos.”

Denominada “Operação Dubai”, a ação foi conduzida pela 1ª Delegacia da DCCiber, especializada em fraudes contra instituições financeiras praticadas por meios eletrônicos.

Os investigados respondem por furto mediante fraude e associação criminosa.

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