Exclusivo: Polícia de SP revela organograma de organização criminosa com 100 líderes
Relatório mostra estrutura com presos ainda ativos e setores responsáveis por finanças, comunicação e decisões estratégicas
Fabio Diamante, Robinson Cerantula
A Polícia Civil de São Paulo identificou 100 integrantes que ocupam cargos de liderança no Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo um novo organograma elaborado pelo Departamento de Inteligência.
O levantamento inclui criminosos presos e foragidos que continuam exercendo funções de comando dentro da facção. Do total, 61 estão presos, mas seguem ativos na organização criminosa, segundo as investigações.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Mesmo isolado na Penitenciária Federal de Brasília, considerada a mais segura do país, Marcos Williams Herbas Camacho, conhecido como "Marcola", permanece como líder máximo da facção.
Segundo o delegado-geral de São Paulo, Artur Dian, o objetivo do organograma é enfraquecer o grupo.
“Nossa função é sempre quebrar essa cadeia criminosa com asfixia financeira. Já que estão presos, podem estar cometendo crimes de dentro das penitenciárias”, afirmou.
O relatório aponta mudanças importantes no alto comando, conhecido como Sintonia Final. Antigos integrantes da cúpula foram removidos e passaram a integrar o grupo chamado de “decretados”, formado por membros jurados de morte.
Entre eles estão:*
Abel Pacheco, o "Vida Loka" .
Daniel Vinícius Canônico, o "Cego"
Roberto Soriano, o "Tiriça"
Valdeci Alves dos Santos, o "Colorido"
Wanderson Nilton de Paula Lima, o "Andinho"
Segundo a Polícia Civil, esses integrantes acusaram Marcola de responsabilizar Roberto Soriano pela ordem de assassinato de um agente penitenciário federal no Paraná. Após o episódio, eles perderam espaço na facção e passaram a correr risco de morte.
Como funciona a estrutura do PCC?
Os integrantes do PCC são organizados em setores chamados de “sintonias”, que possuem funções específicas dentro da organização.
Entre os principais setores estão:
Sintonia do sistema penitenciário: coordena ações dentro das prisões;
Sintonia das ruas: gerencia atividades criminosas fora do sistema prisional;
Sintonia internacional: ligada ao tráfico de drogas e rotas no exterior;
Sintonia da Baixada Santista: associada ao Porto de Santos, ponto estratégico para o tráfico;
Sintonia da Internet: responsável pela comunicação criptografada e monitoramento das redes sociais;
Sintonia dos advogados: coordena estratégias jurídicas da facção.
A chamada Sintonia dos 14, considerada uma elite dentro do PCC, é responsável por decisões estratégicas e disciplinares.
Quem cuida do dinheiro e da fiscalização do PCC?
O organograma também detalha setores internos responsáveis pela gestão financeira e controle da organização.
O setor conhecido como “Padaria” é responsável pela parte financeira e logística, incluindo lavagem de dinheiro. Já o setor chamado de “Raio X” atua como uma auditoria interna, monitorando o comportamento dos integrantes.
Segundo a Polícia Civil, cerca de R$ 21,5 bilhões ligados ao crime organizado estão sendo analisados em investigações financeiras.
O relatório também aponta criminosos considerados associados, que não integram formalmente o PCC, mas mantêm negócios com a facção.
Entre eles está Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, investigado por lavagem de dinheiro e atualmente foragido. Outro nome citado é o chileno Mauricio Hernandez Norambuena, condenado pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto e considerado um dos mentores estratégicos da organização.
Exclusivo: Polícia de SP revela organograma de organização criminosa com 100 líderesRelatório mostra estrutura com presos ainda ativos e setores responsáveis por finanças, comunicação e decisões estratégicasCidades2026-02-12T23:24:33.224ZA Polícia Civil de São Paulo identificou 100 integrantes que ocupam cargos de liderança no Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo um novo organograma elaborado pelo Departamento de Inteligência. O levantamento inclui criminosos presos e foragidos que continuam exercendo funções de comando dentro da facção. Do total, 61 estão presos, mas seguem ativos na organização criminosa, segundo as investigações. + Mesmo isolado na Penitenciária Federal de Brasília, considerada a mais segura do país, Marcos Williams Herbas Camacho, conhecido como "Marcola", permanece como líder máximo da facção. Segundo o delegado-geral de São Paulo, Artur Dian, o objetivo do organograma é enfraquecer o grupo. “Nossa função é sempre quebrar essa cadeia criminosa com asfixia financeira. Já que estão presos, podem estar cometendo crimes de dentro das penitenciárias”, afirmou. O relatório aponta mudanças importantes no alto comando, conhecido como Sintonia Final. Antigos integrantes da cúpula foram removidos e passaram a integrar o grupo chamado de “decretados”, formado por membros jurados de morte. Entre eles estão:* Segundo a Polícia Civil, esses integrantes acusaram Marcola de responsabilizar Roberto Soriano pela ordem de assassinato de um agente penitenciário federal no Paraná. Após o episódio, eles perderam espaço na facção e passaram a correr risco de morte. Como funciona a estrutura do PCC? Os integrantes do PCC são organizados em setores chamados de “sintonias”, que possuem funções específicas dentro da organização. Entre os principais setores estão: A chamada Sintonia dos 14, considerada uma elite dentro do PCC, é responsável por decisões estratégicas e disciplinares. Quem cuida do dinheiro e da fiscalização do PCC? O organograma também detalha setores internos responsáveis pela gestão financeira e controle da organização. O setor conhecido como “Padaria” é responsável pela parte financeira e logística, incluindo lavagem de dinheiro. Já o setor chamado de “Raio X” atua como uma auditoria interna, monitorando o comportamento dos integrantes. Segundo a Polícia Civil, cerca de R$ 21,5 bilhões ligados ao crime organizado estão sendo analisados em investigações financeiras. O relatório também aponta criminosos considerados associados, que não integram formalmente o PCC, mas mantêm negócios com a facção. Entre eles está Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, investigado por lavagem de dinheiro e atualmente foragido. Outro nome citado é o chileno Mauricio Hernandez Norambuena, condenado pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto e considerado um dos mentores estratégicos da organização.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/exclusivo-policia-de-sp-revela-organograma-de-organizacao-criminosa-com-100-lideres
Ação aponta supostas restrições no alcance de publicações pró-Lula e questiona critérios do Instagram e da ferramenta de inteligência artificial Meta AI