Cidades

Esquema de falsificação e venda de diplomas universitários é alvo de operação da PF

Criminosos criaram site para simular ambiente oficial de verificação de diplomas de ensino superior; mandados são cumpridos em 11 estados e no DF

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Felipe Moraes
11/06/2025, 12:01 • Atualizado em 11/06/2025, 12:28
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Documentos falsos, segundo a PF, abrangiam áreas como administração, direito, engenharias, educação física, fisioterapia e psicologia | Freepik

Documentos falsos, segundo a PF, abrangiam áreas como administração, direito, engenharias, educação física, fisioterapia e psicologia | Freepik

Um esquema de falsificação e venda de diplomas universitários é alvo da operação Código 451, da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (11). Segundo a investigação, esses documentos estariam sendo utilizados para obtenção de registros em conselhos profissionais e, assim, permitir exercício ilegal de várias profissões.

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Esses diplomas falsos eram de cursos como administração, biomedicina, direito, educação física, engenharias, fisioterapia e psicologia.

A força-tarefa de hoje cumpre 25 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em 11 estados, "inclusive na residência do principal suspeito de liderar o esquema, além de diversos beneficiários da fraude". Houve ainda uma prisão em flagrante no Piauí por arma de fogo adulterada.

Segundo a PF, quem se beneficiou da fraude teria comprado diplomas "com a finalidade de atuar profissionalmente" em diversas áreas.

Site para simular ambiente oficial e venda por redes sociais e mensagens

A PF informou que investigação começou depois da identificação de um documento falso apresentado para obtenção de registro profissional. A análise desse documento levou autoridade policial a descobrir um site "hospedado em plataforma pública" e "criado para simular um ambiente oficial de verificação de diplomas universitários".

Esse ambiente digital, segundo a Polícia Federal, tinha "aparência legítima" e mostrava "diversos diplomas falsos em nome de terceiros". A venda era feita por redes sociais e aplicativos de mensagens. Investigadores já rastrearam pelo menos 33 documentos associados a esse site fraudulento.

De acordo com apuração da PF, a rede de falsificação tinha por trás um grupo estruturado, com divisão de tarefas entre produção, venda e uso de diplomas, "havendo ainda indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa".

"Pelo menos oito dos beneficiários já estariam com registros ativos em conselhos de classe, exercendo funções diretamente ligadas às áreas falsamente declaradas."

Suspeitos podem responder por crimes como falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, exercício ilegal de profissão e receptação.

"A Polícia Federal também está comunicando os conselhos profissionais competentes, para que sejam adotadas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis em relação aos registros obtidos por meio de documentação falsa", completou a corporação.

*Colaborou Kenzô Machida

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