Cidades

PF mira suspeitos de ataques hackers contra sites do Judiciário, de universidades e empresas estatais

Polícia Federal afirma que "instabilidade operacional" causada por investigados "causou prejuízos à prestação de serviços à sociedade"

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Felipe Moraes
10/06/2025, 14:29 • Atualizado em 10/06/2025, 14:29
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Investigados na Timeout integram grupo criminoso suspeito de praticar ataques cibernéticos de negação de serviço, conhecidos pela sigla DDoS | Divulgação/Polícia Federal

Investigados na Timeout integram grupo criminoso suspeito de praticar ataques cibernéticos de negação de serviço, conhecidos pela sigla DDoS | Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (10) a operação Timeout, mirando suspeitos de ataques hackers contra sites e sistemas do Judiciário, de universidades públicas e empresas estatais. A força-tarefa não divulgou nomes de instituições públicas e privadas afetadas.

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A operação cumpriu dois mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão nos estados de Paraná, São Paulo e no Distrito Federal. Ordens judiciais foram autorizadas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do DF.

Ataques de negação de serviço: entenda

Investigados na Timeout integram grupo criminoso suspeito de praticar ataques cibernéticos de negação de serviço, conhecidos pela sigla DDoS. Hackers tentam sobrecarregar sistemas, dispositivos ou redes para inutilizar ou tornar inacessível o tráfego de usuários legítimos nesses serviços.

Segundo a PF, autores "operavam sob pseudônimos" e se apresentavam como autores desses ataques em "fóruns clandestinos de compartilhamento de dados".

"Entre os alvos afetados estariam sistemas ligados ao Poder Judiciário, universidades públicas, e empresas estatais, cuja instabilidade operacional causou prejuízos à prestação de serviços à sociedade", disse a Polícia Federal.

A PF acrescentou que, nas apurações, investigadores identificaram "indícios do uso de infraestrutura internacional para mascaramento de protocolo de internet (IP) e uso de redes privadas virtuais (VPNs)", além das já citadas publicações de conteúdos "reivindicatórios" de ataques em "fóruns especializados na deep web".

Suspeitos podem responder por crimes de invasão de dispositivo informático, interrupção ou perturbação de serviço telemático, associação criminosa e divulgação de dados obtidos ilicitamente.

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