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Acusado de matar gari em BH vai a júri popular por homicídio duplamente qualificado

Justiça manteve prisão preventiva de Renê da Silva Nogueira Júnior; crime ocorreu em agosto do ano passado

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Antonio Souza, com informações do Estado de Minas
Renê da Silva Nogueira (à esquerda) é acusado de matar a tiros Laudemir Fernandes (à direita) | Reprodução

Renê da Silva Nogueira (à esquerda) é acusado de matar a tiros Laudemir Fernandes (à direita) | Reprodução

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou nesta quarta-feira (28) que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, vai a júri popular em Belo Horizonte.

Ele será julgado por homicídio duplamente qualificado e também pelo crime de ameaça contra a motorista Eledias Aparecida Rodrigues, que conduzia o caminhão de coleta de lixo no dia do crime, em 11 de agosto de 2025.

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A decisão foi assinada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. A magistrada entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o réu seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A decisão ainda cabe recurso. Caso a pronúncia seja mantida em segunda instância, o Tribunal vai marcar a data do julgamento.

Prisão preventiva foi mantida

Na mesma decisão, a juíza negou o pedido da defesa para revogação da prisão preventiva, determinando que Renê continue preso. O acusado foi detido no dia do crime e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva em 13 de agosto.

A magistrada também indeferiu o pedido da defesa para decretação de sigilo dos autos, além da restituição do celular apreendido durante a investigação.

O jornal Estado de Minas informou que solicitou um posicionamento da defesa de Renê e questionou se haverá pedido de recurso contra a decisão. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.

Relembre o caso

O gari, de 44 anos, foi morto a tiros após uma discussão de trânsito em 11 de agosto de 2025, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Grande BH. O suspeito é o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, Laudemir e outros garis recolhiam lixo quando a motorista do caminhão encostou o veículo para dar passagem ao carro do empresário. Renê teria abaixado o vidro e ameaçado matar caso alguém encostasse em seu carro. Os trabalhadores pediram calma e sugeriram que ele seguisse viagem. O suspeito, porém, desceu do carro alterado e disparou contra o grupo.

O gari Tiago Rodrigues, que presenciou o crime, afirmou que Renê agiu com frieza. "Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora", disse. Tiago tentou socorrer o colega, mas Laudemir não resistiu.

Renê foi localizado após informações de uma testemunha, que lembrou parte da placa do carro dele, e pela análise de câmeras de segurança. A polícia apresentou uma foto do empresário, que foi reconhecido e apontado como o responsável pelo ataque. Apesar disso, ele negou ter cometido o crime quando foi preso, no estacionamento de uma academia.

Em 15 de agosto, a Polícia Civil informou que a arma usada para matar Laudemir pertencia à esposa dele.

A compatibilidade foi confirmada pela perícia de microbalística, que analisou duas munições – uma usada e outra intacta – deixadas no local do crime. Desde então, Ana Paula é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil de MG, que apura possíveis desvios de conduta da servidora.

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