“Acabei de atirar na Sandra”: jornalista relembra ligação de Pimenta Neves minutos após o assassinato
Claudio Augusto conta como recebeu a confissão do então diretor de redação do Estadão minutos após o crime contra Sandra Gomide
Fabio Diamante, Robinson Cerantula
O True Crime desta semana recebe o jornalista e escritor Claudio Augusto, que atendeu a ligação de Marco Antonio Pimenta Neves, então diretor de redação do jornal Estadão, minutos após assassinar a ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, em 2000.
“Acabei de atirar na Sandra”, ouviu Claudio. “Não tinha aquela voz desesperada, era como se a forma não combinasse com o conteúdo. Desliguei o telefone e fiquei pensando: ‘será que foi? Será que não foi?’”.
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Segundo ele, o assassino ainda disse que não sabia como ela estava porque fugiu após os tiros. A frieza da fala e a naturalidade da conversa diante da gravidade do que havia acontecido dificultaram o entendimento de Claudio, que escreveu as primeiras matérias sobre o caso.
O crime, conta o escritor, atingiu toda a redação. “Tanto o autor quanto a vítima eram colegas nossos. Isso envolvia toda a redação, que tinha que fazer a cobertura de algo tão próximo”, relembra. Foi Claudio ainda relembra os debates internos sobre abordagem, destaque e os limites entre a instituição e a conduta individual do diretor.
Ele também reflete sobre como o caso seria tratado hoje. À época, não existia a tipificação de feminicídio. Duas décadas depois, a morte de Sandra Gomide seria provavelmente vista sob a lente da violência de gênero e do machismo estrutural que marcava — e ainda marca — a sociedade e as relações de poder. Para Claudio, além da cobertura e das disputas narrativas, há uma dimensão que não pode ser esquecida: a da vítima e da família, que continuam vivendo o drama.
“Acabei de atirar na Sandra”: jornalista relembra ligação de Pimenta Neves minutos após o assassinatoClaudio Augusto conta como recebeu a confissão do então diretor de redação do Estadão minutos após o crime contra Sandra GomideCidades2026-04-10T17:37:04.814ZO True Crime desta semana recebe o jornalista e escritor Claudio Augusto, que atendeu a ligação de Marco Antonio Pimenta Neves, então diretor de redação do jornal Estadão, minutos após assassinar a ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, em 2000. “Acabei de atirar na Sandra”, ouviu Claudio. “Não tinha aquela voz desesperada, era como se a forma não combinasse com o conteúdo. Desliguei o telefone e fiquei pensando: ‘será que foi? Será que não foi?’”. Segundo ele, o assassino ainda disse que não sabia como ela estava porque fugiu após os tiros. A frieza da fala e a naturalidade da conversa diante da gravidade do que havia acontecido dificultaram o entendimento de Claudio, que escreveu as primeiras matérias sobre o caso. O crime, conta o escritor, atingiu toda a redação. “Tanto o autor quanto a vítima eram colegas nossos. Isso envolvia toda a redação, que tinha que fazer a cobertura de algo tão próximo”, relembra. Foi Claudio ainda relembra os debates internos sobre abordagem, destaque e os limites entre a instituição e a conduta individual do diretor. Ele também reflete sobre como o caso seria tratado hoje. À época, não existia a tipificação de feminicídio. Duas décadas depois, a morte de Sandra Gomide seria provavelmente vista sob a lente da violência de gênero e do machismo estrutural que marcava — e ainda marca — a sociedade e as relações de poder. Para Claudio, além da cobertura e das disputas narrativas, há uma dimensão que não pode ser esquecida: a da vítima e da família, que continuam vivendo o drama.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/acabei-de-atirar-na-sandra-jornalista-relembra-ligacao-de-pimenta-neves-minutos-apos-o-assassinato
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