Sônia Guajajara deixa governo para concorrer à reeleição como deputada federal
Cargo será assumido pelo secretário-executivo da pasta, Eloy Terena, em cerimônia na terça-feira (31)


Camila Stucaluc
Sônia Guajajara deixará o comando do Ministério dos Povos Indígenas para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. A previsão é que a ministra anuncie a saída da pasta ainda nesta segunda-feira (30), deixando o cargo para o secretário-executivo, Eloy Terena.
A troca de cargo será oficializada na terça-feira (31), em cerimônia em frente ao prédio do ministério, em Brasília, às 15h. Segundo o Planalto, a “cerimônia simboliza a continuidade e o fortalecimento da política indigenista no Brasil, reafirmando o protagonismo dos povos indígenas na condução de suas agendas e na construção de uma país mais justo, diverso e plural”.
Esse será o segundo pleito disputado por Guajajara. Em 2022, a ministra foi eleita deputada federal também por São Paulo, pelo PSOL, com 156.966 votos, sendo uma das primeiras representantes indígenas na Câmara. Ela se licenciou do cargo para assumir o Ministério dos Povos Indígenas, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Guajajara não é a única a deixar o governo federal este ano. A movimentação acontece devido ao prazo de desincompatibilização — que obriga autoridades que pretendem concorrer nas eleições a se afastarem, de forma temporária ou definitiva, do cargo ou função que ocupam seis meses antes do pleito.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi um dos primeiros a deixar o cargo, anunciando sua pré-candidatura ao Governo do Estado de São Paulo. O político é a aposta do governo Lula para desafiar o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicano), que deve buscar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Outro que anunciou a saída do governo é o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), que deixará o comando da pasta em 4 de abril. Apesar do anúncio, ainda não está definido se Alckmin integrará a chapa à reeleição do presidente Lula.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também deixará a pasta, para concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. O mesmo será feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que, além de tentar retornar ao Senado, irá reforçar as campanhas de Lula e do atual governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
Outra pasta que terá mudanças é a Casa Civil, chefiada por Rui Costa. O ministro confirmou que passará o bastão para a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, cuja trajetória é consolidada na administração pública federal. A mudança ocorrerá no fim de março, quando Costa deixará o governo para disputar uma vaga no Senado pela Bahia.
Segundo Planalto, os cargos vagos serão ocupados pelos "números 2" de cada pasta. A expectativa é que os atos de exoneração dos ministros e a nomeação dos substitutos sejam publicados no Diário Oficial da União (DOU) já na terça-feira (31). A orientação, conforme o governo, é que os substitutos não façam grandes mudanças e entreguem os projetos já previstos.









